Foto: Getty Images
Gus Van Sant voltou ao Festival de Veneza em grande estilo, pois seu novo filme, Dead Man’s Wire, exibido fora da competição, arrancou mais de 10 minutos de aplausos.
Além de cantos de “Gus! Gus! Gus!” na Sala Grande.
O cineasta, conhecido por clássicos como Good Will Hunting, Elephant e Milk, ainda foi homenageado com o Campari Passion for Film Award, entregue a artistas que transformam paixão em força criativa.
“Veneza sempre foi um ótimo lugar para mostrar filmes. É uma das instituições mais antigas do cinema, então é maravilhoso estar aqui”, declarou Van Sant ao receber a premiação.
A história por trás do filme

Dead Man’s Wire é inspirado em um caso real ocorrido em 1977.
Ou seja, o caso ocorreu quando Tony Kiritsis (interpretado por Bill Skarsgård) sequestrou um banqueiro hipotecário em Indianápolis, armado com uma espingarda conectada a um dispositivo apelidado de “fio de homem morto”.
Assim, durante o sequestro, exigiu US$ 5 milhões e um pedido de desculpas público, transformando-se em um improvável “herói popular” aos olhos de parte da população.
O roteiro é de Austin Kolodney, que contou ter descoberto o caso assistindo às imagens originais no YouTube.
“Eu pensei: como isso nunca virou um filme? O drama, a tensão e até a comédia sombria estavam todos lá. O fato de essa história ter caído nas mãos de Gus Van Sant foi um milagre.”
Elenco de Dead Man’s Wire em sintonia

Além de Skarsgård, o longa reúne Dacre Montgomery, Myha’la, Al Pacino, Cary Elwes e Colman Domingo.
Este último arrancou risos e aplausos ao liderar o público em cânticos de apoio ao diretor.
“É importante contar histórias como essa porque falam de pessoas comuns que se sentem sem recursos ou voz no mundo. Precisamos revisitar esses relatos para entender a humanidade por trás deles.”, declarou emocionado.
Já Myha’la, que vive a repórter Linda Page, destacou a intensidade da experiência:
“Parecia cinema de guerrilha. Filmamos no meio do inverno, em temperaturas congelantes, mas havia uma energia coletiva impressionante. Eu só queria deixar Gus orgulhoso.”
Por fim, Montgomery também comentou sobre sua parceria com Skarsgård durante as filmagens:
“Passamos um mês praticamente acorrentados juntos, e isso criou uma amizade verdadeira. Essa relação humana acabou transbordando para os personagens, dando camadas inesperadas à trama.”
Repercussão e atualidade no Festival de Veneza
Críticos como Pete Hammond, do Deadline, classificaram o filme como “um retorno sólido” para Van Sant, ressaltando a força do elenco.
“Skarsgård entrega um desempenho completamente convincente, enquanto Montgomery e Pacino acrescentam peso dramático às tensões familiares e pessoais.”, concluiu.
Questionado sobre a relevância do filme nos dias de hoje, Van Sant afirmou:
“A história parecia apenas um relato bizarro de sua época, mas, durante a preparação, percebemos como ela dialogava com a sensação atual de frustração das pessoas diante do sistema. Não mudamos nada no roteiro, mas a vida acabou ecoando a arte.”
Embora Dead Man’s Wire ainda não tem distribuição confirmada, o longa já desponta como um dos destaques do ano.
E você, ficou curioso para ver como Gus Van Sant transformou esse caso real em cinema?
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