Foto: Warner Bros./Divulgação
Invocação do Mal 4: O Último Ritual chega aos cinemas com a difícil missão de encerrar a trajetória de Ed e Lorraine Warren.
Aliás, o casal de investigadores paranormais se tornou um dos pilares do terror moderno e conquistou um espaço especial nos fãs do gênero,
A longa espera trazia uma promessa de um encerramento grandioso.
No entanto o que chega às telas soa mais como uma despedida contida.
Isto é, respeitosa com seus protagonistas, mas distante do impacto que consagrou os primeiros capítulos.
O fim de uma era

Interpretados mais uma vez por Patrick Wilson e Vera Farmiga, os personagens enfrentam aqui não apenas uma nova entidade demoníaca, mas também a inevitabilidade do tempo.
Nesse sentido, vemos um Ed debilitado, uma Lorraine mais cansada e a filha Judy (Mia Tomlinson) pronta para assumir o legado da família.
Ambientado em 1986, o filme mostra os Warren aposentados, vivendo um período de tranquilidade após anos dedicados às investigações paranormais.
O sossego, porém, não dura muito: quando a família Smurl é atormentada por forças malignas ligadas a um misterioso espelho, o casal é chamado de volta à ação.
Assim, entre dilemas familiares, fragilidades físicas e o peso de um passado repleto de horrores, Ed, Lorraine e a filha Judy precisam enfrentar uma entidade que parece determinada a encerrar, de uma vez por todas, sua jornada.
Terror, família e legado
Sob a direção de Michael Chaves, que já havia comandado Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio e A Freira II, o longa apresenta uma atmosfera visualmente eficiente, marcada por jogos de luz e enquadramentos criativos.
Assim, sequências como a do corredor de espelhos revelam lampejos de inventividade, mas o suspense raramente atinge a intensidade que James Wan havia estabelecido nos dois primeiros filmes.
Certamente Invocação do Mal 4: O Último Ritual busca equilibrar os sustos e as possessões demoníacas com momentos íntimos da família Warren.
No entanto o excesso de diálogos expositivos e a previsibilidade dos sustos deixam o ritmo arrastado em boa parte da projeção.
Quando finalmente chega ao clímax, a obra consegue gerar tensão genuína, mas já não possui a mesma força catártica de cenas icônicas como as palmas no porão do primeiro filme ou o confronto com Valak em Invocação do Mal 2.
Invocação do Mal 4 e os Warrens
Inegavelmente o coração do filme pulsa graças às atuações de Wilson e Farmiga.
A química entre os dois continua sendo o maior trunfo da franquia, transformando Ed e Lorraine em figuras icônicas do terror contemporâneo.
Além disso, seu amor inabalável, tratado aqui quase como um farol contra as trevas, é o que dá peso emocional a esse encerramento.
Atmosfera e aspectos técnicos
Do ponto de vista estético, o longa é competente.
Assim, a fotografia aposta em tons frios e claustrofóbicos, reforçando a sensação de vulnerabilidade dos personagens diante do mal.
O design de produção de John Frankish dá credibilidade aos cenários e objetos de cena, enquanto a trilha de Benjamin Wallfisch contribui para a tensão crescente.
Logo, a atmosfera sufocante é complementada por enquadramentos fechados e errantes, que acentuam a urgência da narrativa.
Um elenco excepcional

De fato Invocação do Mal 4: O Último Ritual é um filme destinado à atuações marcantes.
Se de um lado Patrick Wilson e Vera Farmiga continuam entregando atuações intensas e emocionantes como Ed e Lorraine, Mia Tomlinson consegue assumir um papel relevante no desfecho da história como possível futura protagonista.
Além disso, Ben Hardy, como Tony Spera, acrescenta frescor à trama, sugerindo possibilidades de continuidade para além do casal protagonista.
Portanto, não podemos dizer com todas as letras que o universo de Invocação do Mal se encerrou com esse filme.
Um adeus com respeito ao legado
Falando em despedida, Invocação do Mal 4: O Último Ritual é uma ótima maneira de se despedir de personagem que reinventaram o gênero do terror.
No entanto, a impressão que se tem é que o filme poderia ter sido mais ousado e, assim, ter fugido dos clichês.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual se despede de uma das duplas mais marcantes do gênero com dignidade, mas sem a ousadia que poderia eternizar o fechamento da saga.
Apesar do filme valorizar seus protagonistas e entregar alguns bons momentos de tensão, ele carece da potência narrativa que tornou a franquia referência no terror moderno.
E você, acredita que Invocação do Mal 4 encerra a saga no momento certo ou gostaria de ver mais histórias dos Warren no futuro?
O último filme da franquia já está em cartaz nos melhores cinemas do país!
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Nota da Miss TV:
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