Foto: Divulgação
Vinte anos depois da troca de corpos que marcou uma geração, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda chega aos cinemas para provar que continuações tardias podem, sim, ser bem-sucedidas.
Sob a direção sensível e afiada de Nisha Ganatra (A Batida Perfeita), o longa traz de volta Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis nos papéis de Anna e Tess Coleman.
As duas agora enfrentam os desafios de uma nova fase da vida e de uma nova troca de corpos. E o resultado?
Uma comédia leve, divertida e inesperadamente tocante que não apenas honra o original de 2003, como também o amplia com temas atuais, conflitos familiares mais complexos e uma boa dose de caos mágico.
Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan retornam em sequência divertida

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda estreia nos cinemas brasileiros com o desafio de honrar o clássico dos anos 2000 e, para surpresa de muitos, consegue fazer isso com leveza, charme e bom humor.
Aliás, o novo filme resgata não apenas as personagens originais, mas também o espírito caótico e divertido da primeira história.
Desta vez, a troca de corpos é maior ainda.
Assim, a trama retoma a vida de Tess (Jamie Lee Curtis), agora uma avó ainda controladora, e de Anna (Lindsay Lohan), que se tornou mãe solo da adolescente Harper (Julia Butters).
Quando Anna se envolve com Eric, pai de Lily — uma jovem britânica que não se dá bem com Harper —, os preparativos para o casamento das famílias viram palco de tensões e, claro, magia desastrada.
Prestes a formar uma nova família, as tensões explodem até que um encontro com uma vidente excêntrica transforma o caos em pura loucura.
Ou seja, Tess e Anna trocam de corpo com Lily e Harper, respectivamente.
Logo, a premissa, já conhecida, ganha uma nova camada ao envolver quatro personagens em vez de duas, multiplicando os desentendimentos, as situações hilárias e os dilemas pessoais.
Se no primeiro filme a lição era sobre empatia entre mãe e filha, aqui a lição se expande para relações familiares multigeracionais e reconstrução de vínculos afetivos.
Nostalgia que diverte sem pesar

Parte do charme de Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda está em como ele trata a nostalgia.
Há referências ao filme original em diálogos, situações, personagens antigos (incluindo o retorno de Chad Michael Murray como Jake) e até na trilha sonora.
Porém, tudo está inserido com naturalidade, sem soar forçado.
A sensação é de reencontrar velhos amigos, sem precisar reviver exatamente as mesmas histórias.
O filme também não tem medo de se atualizar. Assim, as piadas brincam com o choque de gerações, a obsessão por tecnologia, o universo das redes sociais, e até mesmo com o mundo das celebridades.
O humor é leve, acessível e eficaz, lembrando que comédia para toda a família ainda pode ser divertida sem ser boba.
Ademais, a trilha sonora nostálgica, com o retorno da banda Pink Slip e o hit Take Me Away, é outro presente para os fãs do original.
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda e seus protagonistas
Certamente, o ponto alto da sequência está no carisma de suas protagonistas.
Nesse sentido, podemos afirmar que Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan estão em plena forma.
Aliás a química entre as duas é ainda mais afiada e rende momentos hilários, principalmente quando encarnam adolescentes no auge da revolta hormonal.
Lohan, que vem retomando a carreira aos poucos, entrega sua performance mais carismática em anos.
Já Curtis domina a comédia física como ninguém, fazendo graça até com aplicativos, Facebook e… incontinência urinária.
Uma continuação que vale a pena

As novatas Julia Butters e Sophia Hammons não ficam para trás.
Elas sustentam bem o desafio de interpretar versões adultas de suas personagens e têm tempo de tela suficiente para brilhar, seja nos embates adolescentes ou nas situações mais emocionais.
E Manny Jacinto, que muitos conhecem de The Good Place, se firma como um novo queridinho das comédias românticas.
Com tantas sequências e reboots esquecíveis lançados nos últimos anos, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é uma grata surpresa.
Mesmo sem reinventar a roda, a produção consegue equilibrar o frescor de novos personagens com a emoção de rever figuras queridas, em um roteiro que respeita a memória do original e ainda se permite brincar com ela.
No fim das contas, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é aquele tipo de filme que te faz rir e suspirar.
Não tenta ser mais profundo do que precisa, mas ainda assim oferece mensagens positivas sobre empatia, aceitação e laços familiares.
Logo, é uma comédia leve, bem dirigida e com atuações carismáticas. Ou seja, um verdadeiro acerto da Disney.
E você, também trocaria de corpo com alguém da sua família por um dia? Conta pra gente!
O longa já está em cartaz nos principais cinemas do país.
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Nota da Miss TV:
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