Foto: Prime Video/Divulgação
Depois de um hiato de dois anos, O Verão que Mudou a Minha Vida retorna com sua terceira e última temporada.
Baseada na trilogia de Jenny Han, a série da Prime Video chega à adaptação de We’ll Always Have Summer.
Assim, misturando fidelidade à obra original com novos elementos narrativos, as emoções estão à flor da pele.
Belly e seus dilemas

Como sabemos, a série acompanha os dilemas emocionais de Belly (Lola Tung) e sua conturbada relação com os irmãos Jeremiah (Gavin Casalegno) e Conrad (Christopher Briney), enquanto todos tentam se reinventar em meio ao fim da adolescência e o começo da vida adulta.
E é justamente assim que se inicia a temporada final de O Verão que Mudou Minha Vida.
Assim, a terceira temporada começa com um salto de três anos. Belly está prestes a iniciar a faculdade com uma bolsa para estudar psicologia do esporte, depois de uma lesão que a afastou do vôlei.
Jeremiah está no último ano da faculdade (ou quase), enquanto Conrad vive em São Francisco, focado na carreira e lidando com os fantasmas da perda da mãe.
Inegavelmente, a produção mostra os personagens mais maduros, mas ainda profundamente presos a emoções mal resolvidas.
Ou seja, a temporada começa com Belly e Jeremiah aparentemente felizes, enquanto Steven e Taylor exploram um relacionamento “casual” e Conrad tenta seguir em frente em Stanford.
Mas, como já era de se esperar, tudo desmorona rapidamente: Jeremiah trai Belly, Steven sofre um acidente, e Conrad perde o emprego.
O Verão que Mudou Minha Vida e as escolhas
O que parecia ser o início de uma fase mais tranquila logo se transforma em caos. Jeremiah revela que não vai se formar por não ter completado os créditos necessários.
Enquanto isso, Belly recebe a notícia de que foi aceita em um intercâmbio em Paris. O dilema: seguir seu sonho ou ficar ao lado do namorado, que precisa dela.
No entanto tudo desmorona quando Belly ouve boatos em uma festa de que Jeremiah ficou com outra garota durante uma “pausa” do casal em Cabo.
Confrontado, ele admite, com a desculpa clássica de que “não estavam juntos”.
Assim, Belly, devastada, termina com ele no mesmo instante.
Se isso já não bastasse, Jeremiah ainda tem a audácia de pedir Belly em casamento pouco tempo depois, sem anel, sem planejamento, sem noção.
A resposta dela? Um misto de choque, confusão e, claro, mais drama.
Conrad: entre o silêncio e o arrependimento

Enquanto Belly lida com o coração partido, Conrad tenta manter distância, mas não consegue esconder que ainda a ama.
Ele faz terapia, tem um novo emprego e uma amiga (Agnes) com quem parece se dar muito bem.
Porém, seu amor por Belly segue latente, e a cerimônia de homenagem à mãe, Susannah, promete reunir os três novamente e reacender sentimentos que nunca foram totalmente apagados.
Certamente, o triângulo amoroso Belly-Conrad-Jeremiah segue como o centro do enredo. O que é ótimo para os fãs da série.
Quem é Belly sem os Fisher?
Entre a dúvida sobre quem escolher e os conselhos (nem sempre bem recebidos) da melhor amiga Taylor e do irmão Steven, Belly se vê diante da decisão mais importante de sua vida.
Isto é, seguir presa ao passado ou, finalmente, colocar a si mesma em primeiro lugar.
Aliás, Taylor e Steven continuam roubando a cena.
O casal secundário ganha mais espaço, explora idas e vindas, e até protagoniza um acidente de carro que movimenta o segundo episódio.
Ainda assim, mesmo esses momentos mais dramáticos caem no colo da série sem muito impacto duradouro.
Portanto, há uma tentativa de amadurecimento; Taylor, por exemplo, finalmente decide tentar algo sério com Steven, mas tudo é tratado de forma tão apressada que as decisões parecem rasas.
E nesse meio termo, Belly continua indecisa.
Entre flashbacks e corações partidos

Boa parte desses eventos é criação original da série, mas muitos momentos tocam diretamente no coração dos leitores.
É o caso, por exemplo, da sequência do flashback de Natal entre Belly e Conrad, retirada quase palavra por palavra do livro.
Pequenos detalhes, como o pijama de Belly e o gesto carinhoso de Conrad ao ampará-la, demonstram o cuidado da produção com os fãs.
Ainda assim, mesmo com acertos de adaptação, a narrativa flerta perigosamente com o melodrama e a superficialidade.
A traição de Jeremiah, por exemplo, remete à icônica ruptura entre Ross e Rachel em Friends, mas aqui falta o mesmo peso dramático.
Pior: a decisão de Belly de seguir com o noivado após a traição soa inverossímil e forçada, fragilizando a personagem.
Prime Video aposta nos fãs
Não há dúvidas de que a temporada final foi pensada como um presente para quem acompanhou a trilogia desde o início.
Nesse sentido, a estreia em duas partes funciona como uma carta de amor aos fãs dos livros, ainda que se arraste em certos momentos previsíveis e se apoie em clichês românticos desgastados.
Ademais, a produção da Prime Video acerta ao não focar exclusivamente em Belly.
Desta forma, Laurel, a mãe de Belly, também ganha uma pequena trama própria ao reencontrar o ex-marido durante uma conferência. É um sopro de vida adulta em meio ao mar de confusão juvenil.
Um começo promissor, mas será suficiente?
Com um equilíbrio delicado entre adaptação fiel e narrativa inédita, O Verão que Mudou Minha Vida entrega uma estreia visualmente encantadora e emocionalmente envolvente.
Nos dois primeiros episódios, somos apresentados a um cenário vibrante e cuidadosamente construído.
A estética segue impecável, da iluminação neon das festas universitárias ao figurino estiloso de Belly.
E o que falar da trilha sonora?
Outro ponto alto, com sucessos de Taylor Swift, Justin Timberlake e Chappell Roan embalando os momentos mais marcantes da trama.
Ainda que não escape da previsibilidade e de algumas decisões incoerentes, essa temporada tem tudo para ser inesquecível.
Afinal, os fãs da Equipe Conrad, da Equipe Jeremiah e da própria Belly encontrarão razões para continuar torcendo.
Logo, podemos afirmar que essa temporada mostra que O Verão Que Mudou Minha Vida não é só sobre romance, mas sobre crescimento, decepções e a difícil arte de se reinventar.
Há muito mais em jogo do que apenas corações partidos; há futuros em construção.
Agora, a grande pergunta é: depois de tudo isso, Belly vai escolher Jeremiah, Conrad… ou ela mesma?
E você, o que achou do começo da última temporada? Conte para a gente!
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Nota do Episódio:
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