Foto: Divulgação
Quem poderia imaginar que o brilhante George R.R. Martin pudesse ser tão perfeccionista?
Pois bem, se você achava que a rivalidade entre os Pretos e os Verdes era intensa, então precisa saber o que está acontecendo por trás das câmeras.
O criador desse universo, George R.R. Martin, decidiu quebrar o silêncio e soltou o verbo contra Ryan Condal, o showrunner de A Casa do Dragão.
Nesse sentido, a relação que começou como uma parceria criativa azedou de vez.
Ou seja, o próprio autor descreveu a situação atual como “miserável” e confirmou que a série tem os dias contados.
De “Parceiros” a Inimigos: Uma Relação Tóxica
Inegavelmente, as declarações de Martin foram fortes e diretas.

E o desabafo chocou os fãs, uma vez que ele costuma ser diplomático com adaptações.
De acordo com as postagens, ele afirmou que sua relação com Ryan Condal se tornou “tóxica” e que suas sugestões foram ignoradas.
“É pior que instável. É péssimo. Eu contratei o Ryan. Achei que eu e o Ryan éramos parceiros. E fomos durante toda a primeira temporada. Eu lia os primeiros rascunhos dos roteiros. Eu dava sugestões. Ele mudava algumas coisas. Estava funcionando muito bem — eu achava”, contou o autor de As Crônicas de Gelo e Fogo.
“É pior do que tenso. É miserável. Ele basicamente parou de me ouvir. Eu enviava notas e nada acontecia. Às vezes ele explicava por que não faria as mudanças. Outras vezes dizia: ‘vou pensar nisso’. Foi piorando, e eu fui ficando cada vez mais irritado. Finalmente, chegou a um ponto em que a HBO me disse que eu deveria enviar todas as minhas sugestões para eles, e eles repassariam as sugestões combinadas para o Ryan.”
Ademais, o autor sente que a promessa de fidelidade aos livros foi quebrada.
Embora Condal tenha dito inicialmente que respeitaria a obra Fogo & Sangue, as mudanças criativas da 2ª temporada afastaram os dois irremediavelmente.
O “Efeito Borboleta”: O Motivo da Fúria
Mas qual foi a gota d’água?
Vamos aos fatos.
Martin, em especial, criticou a ausência do príncipe Maelor Targaryen, filho caçula de Helaena e Aegon, na trama da TV.
Entenda:
- No Livro: A existência de Maelor é crucial para o peso emocional do evento “Sangue e Queijo” e para o destino trágico de Helaena.
- Na Série: O personagem foi cortado. Consequentemente, Martin argumenta que essa omissão cria um “efeito borboleta” desastroso. Ou seja, ao mudar esse detalhe no início, as motivações e suicídios futuros perdem o sentido lógico, enfraquecendo as próximas temporadas 3ª e 4ª.
Além disso, ele alertou que mudanças ainda mais “tóxicas” estão sendo planejadas para o futuro, o que o deixou desesperado em relação ao legado da história.
O Fim Confirmado: 4 Temporadas e Nada Mais
Por outro lado, no meio desse tiroteio, veio a confirmação definitiva sobre a duração da série.
E, com tanta discórdia, não havia como estender a trama.
Por isso, A Casa do Dragão terminará oficialmente na 4ª temporada.
Visto que a produção da 3ª temporada já está em andamento e sob a sombra dessas críticas, resta saber como Condal vai encerrar a Dança dos Dragões sem o apoio do criador.
Quem tem razão?

Essa certamente é a pergunta de um milhão de dólares e, infelizmente, é uma situação triste para os fãs.
Se por um lado adaptações precisam de liberdade, por outro, ignorar a lógica interna criada pelo autor original é um risco enorme, basta lembrar do final de Game of Thrones.
Dessa forma, Martin parece estar tentando “lavar as mãos” antes que o final vá ao ar, sinalizando que, se der errado, a culpa não é dele.
Entretanto, Ryan Condal agora tem a missão impossível de agradar o público e provar que suas mudanças valeram a pena.
E você está do lado do George R.R. Martin (Team Livros) ou acha que o Ryan Condal fez certo em mudar a história (Team Série)?
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