2025 foi um ano duro dentro e fora de Hollywood.
Em meio a crises reais e profundas — incêndios, demissões em massa e tensões sociais —, a indústria do entretenimento também acumulou seus próprios tropeços.
Nada aqui se compara a tragédias humanas, claro, mas alguns acontecimentos revelaram um setor cada vez mais perdido entre ambição, excesso e desconexão com o público.
Por isso, nós da Miss TV reunimos as principais frustrações do ano.
Isto é, em um panorama que vai do cinema às séries, passando por disputas judiciais e escolhas corporativas no mínimo discutíveis.
O fracasso do “retorno” dos dramas adultos aos cinemas
Os estúdios apostaram alto em 2025 para provar que dramas adultos, estrelados e de médio orçamento ainda têm espaço nas salas de cinema.

Assim, produções como A Grande Viagem da Sua Vida, Coração de Lutador:The Smashing Machine, Springsteen: Salve-me do Desconhecido e Christy chegaram com prestígio, elencos de peso e boas intenções.
Entretanto, quase todas tiveram o mesmo destino: bilheterias decepcionantes.
Mesmo com exceções pontuais no fim do ano, como Hamnet e Marty Supreme, o estrago já estava feito.
O outono nos EUA, portanto, deixou um gosto amargo e reacendeu a dúvida sobre o futuro desse tipo de filme no circuito comercial.
A polêmica da “atriz” de IA que ninguém pediu

A indústria mal teve tempo de respirar e já precisou lidar com mais uma ansiedade moderna: a ascensão da IA como substituta criativa.
A figura de Tilly Norwood, uma “atriz” artificial criada por Eline van der Velden, virou símbolo do desconforto coletivo.
Logo, a ideia de que uma entidade digital poderia ser agenciada como talento real provocou revolta entre atores e criativos, rendendo críticas públicas e até cartas abertas.
Mais do que uma curiosidade tecnológica, Tilly escancarou o medo de um futuro em que humanos se tornem descartáveis em nome da eficiência algorítmica.
Netflix engole a HBO e algo se perde no caminho
Durante anos, HBO e Netflix representaram polos opostos: curadoria versus volume.
Contudo, em 2025, essa disputa praticamente chegou ao fim, com a Netflix assumindo o controle do que antes era o maior símbolo de prestígio televisivo.
A preocupação não é apenas corporativa, mas criativa: o risco de diluir a identidade da HBO em um ecossistema guiado por métricas, não por visão artística.
A concorrência elevava o nível — sem ela, todos perdem.
Ryan Murphy, preso ao próprio excesso

Ryan Murphy sempre foi sinônimo de produtividade extrema, mas em 2025 isso se transformou em desgaste puro.
A franquia Monster retornou com The Ed Gein Story, reafirmando o caráter repetitivo e exploratório do projeto.
Logo depois, veio Tudo É Justo (All’s Fair, no original), um drama jurídico ruidoso e desconectado, marcado por atuações desperdiçadas e escolhas criativas questionáveis.
O mais irônico?
Ambos foram sucessos de audiência.
Seria um lembrete amargo de que impacto cultural e qualidade nem sempre caminham juntos?
Round Six e a prova de que nem tudo precisa continuar
Inegavelmente, quando Round 6 chegou ao catálogo da Netflix, logo virou um fenômeno por inovar no meio de tantas produções parecidas.
Assim, o fenômeno global Round 6 parecia completo em sua primeira temporada. Ainda assim, insistiu em continuar.
O resultado? A segunda já mostrava sinais de desgaste.
E a terceira apenas confirmou o inevitável: a história perdeu força, surpresa e propósito.
Lenta, excessivamente carregada de reviravoltas vazias, a série terminou reforçando a sensação de que algumas narrativas deveriam, sim, saber a hora de acabar.
Blake Lively x Justin Baldoni

Se houve um “espetáculo” do qual ninguém saiu vencedor em 2025, foi a batalha judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni.
O que começou como um conflito pontual virou uma vitrine pública de comportamentos questionáveis, declarações infelizes e desgaste coletivo.
A cada novo capítulo, ficava mais difícil escolher lados.
E, certamente, mais fácil apenas se cansar de acompanhar pessoas extremamente privilegiadas litigando suas desavenças diante do público.
US$ 320 milhões jogados no vazio sci-fi
Por fim, talvez nenhum caso simbolize tão bem o desperdício da indústria quanto The Electric State.
Com um orçamento de US$ 320 milhões, a Netflix entregou aos irmãos Russo um projeto visualmente caro, mas criativamente vazio.
Sem ideias novas sobre tecnologia ou humanidade, o filme reforçou críticas antigas.
Isto é, a limitação de alcance de Chris Pratt e a insistência em vender Millie Bobby Brown como estrela de cinema, a qualquer custo.
Enfim, será que alguém se lembra deste filme?
Conclusão
Hollywood encerra 2025 cercada de perguntas incômodas sobre criatividade, prioridades e futuro.
Será que a indústria vai aprender com seus erros ou continuará repetindo os mesmos padrões esperando resultados diferentes?
E você, qual dessas decepções mais te incomodou em 2025?
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