Foto: Divulgação
Imhotep!
E aí, cinéfilo de plantão! O Aficionado da Telona (e por múmia) está de volta!
E hoje a gente vai mergulhar de cabeça em uma discussão que está mais enrolada que bandagens de múmia: A Múmia 4!
Ah, essa é das boas, porque tenho que te contar que essa história de Múmia 4 tem mais reviravoltas que um templo egípcio!
Um reboot ou outro capítulo?
Pra começar, a notícia fresquinha que fez meu coração de fã dar um pulo no peito: parece que o verdadeiro A Múmia 4, aquele que a gente realmente quer, com Brendan Fraser e Rachel Weisz, está oficialmente em desenvolvimento!

Sim, meu caro, a Universal Pictures está de olho em trazer a dupla dinâmica Rick e Evelyn O’Connell de volta para uma nova aventura.
E, certamente, com a promessa de resgatar o tom divertido e aventureiro que tanto amamos.
Assim, – quem sabe? – talvez até “esquecendo” os eventos do terceiro filme (e a gente agradece).
Já pensou? Seria o retorno triunfal que Fraser merece!
E como fica o Tom Cruise?
Contudo, antes que a gente comece a dançar de alegria, precisamos falar sobre aquela outra “Múmia 4“.
Ou melhor, o reboot de 2017 estrelado pelo Tom Cruise!
Aliás, eu preciso ser sincero: muitos (inclusive eu!) esperavam que o longa fosse a próxima grande aventura, mas acabou sendo mais uma maldição do que uma benção.
Logo, prepare sua pá de arqueólogo, que vamos desenterrar os detalhes desse filme que tentou ser A Múmia 4 e quase enterrou a franquia de vez.
Um Tom Cruise Preso em Bandagens Pesadas

Vamos ser sinceros, a ideia de Tom Cruise enfrentando uma múmia soa como uma aventura no estilo Missão: Impossível com um toque egípcio, certo?
Errado! Em A Múmia de 2017, Cruise interpreta Nick Morton, um sargento do Exército dos EUA e caçador de tesouros que, acidentalmente, desenterra a tumba da Princesa Ahmanet (Sofia Boutella).
O problema é que o roteiro (assinado por David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman) parecia mais preocupado em lançar um “Universo Sombrio” da Universal (o famoso Dark Universe) do que em contar uma história envolvente.
Vale ressaltar que o filme veio de uma história de Alex Kurtzman, Jon Spaihts e Jenny Lumet.
Tom Cruise naufragou com A Múmia
Por outro lado, Cruise e com todo o seu carisma e talento para a ação, parecia um peixe fora d’água, ou melhor, um explorador preso em bandagens.
Seu personagem, Nick, tenta ser um anti-herói charmoso, mas acaba soando mais como um “Indiana Jones menos honrado” que se mete em encrenca.
Portanto, o filme não consegue decidir se quer ser uma comédia de ação, um filme de terror ou um drama de super-heróis.
E é justamente essa indecisão que prejudicou a performance de Cruise! Concordam?
Destaque feminino

Inegavelmente, Sofia Boutella, como a Princesa Ahmanet, é a estrela do show, roubando a cena com sua presença hipnotizante e física.
É uma pena que a Múmia, que é o coração da história, seja ofuscada pela necessidade de forçar o personagem de Cruise como o protagonista e a peça central do universo compartilhado.
E o que falar de Russell Crowe como Dr. Henry Jekyll?
Uma tentativa forçada de introduzir o “Prodigium” (uma sociedade secreta de caçadores de ameaças sobrenaturais) e, claro, o famoso monstro de Universal.
O que adicionaria pouco à trama principal, acabou se transformando em um mero expositor de informações.
Para o Aficionado aqui, a química do trio original (Fraser, Weisz e John Hannah) era insubstituível e fez falta.
Um Amontoado de Boas Ideias, Mal Costuradas

Alex Kurtzman, que dirigiu o filme, tentou equilibrar os elementos de ação, aventura e horror.
Porém, o resultado final foi, nas palavras de alguns críticos, “uma bagunça”.
Embora haja momentos visualmente impressionantes, a transição entre esses gêneros é desajeitada.
Entre eles, podemos destacar a sequência do acidente de avião em queda livre (que foi bem elogiada) e algumas imagens de horror genuinamente arrepiantes.
Desta forma, podemos subentender que o filme queria ser tudo ao mesmo tempo e acabou não sendo completamente nada.
Cenários dignos de blockbuster
Inegavelmente, tanto a fotografia de Ben Seresin quanto a direção de arte conseguem criar um visual grandioso.
Em especial nas cenas no deserto e nas escavações.
No entanto, essa grandiosidade é frequentemente esmagada pela sobrecarga de informações e pela pressa em estabelecer o universo compartilhado.
Portanto, o esforço em “construir um universo” ofuscou a necessidade de “contar uma boa história isolada”.
A Múmia: O Universo Sombrio que Ficou no Escuro
A premissa é até interessante.
Ou seja, Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), soldados-aventureiros, descobrem a tumba da Princesa Ahmanet (Sofia Boutella), que foi mumificada viva após tentar convocar o deus Set.
Ao ser despertada, ela amaldiçoa Nick, pretendendo usá-lo como o novo receptáculo para Set.
Assim, a arqueóloga Jenny Halsey (Annabelle Wallis), que tem um histórico com Nick, se une a ele para tentar detê-la, sendo ambos guiados (e monitorados) pelo Dr. Jekyll e sua organização, Prodigium.
Certamente, o grande tema aqui era o lançamento do “Dark Universe”.
Isto é, um universo cinematográfico ambicioso que reuniria os monstros clássicos da Universal (Drácula, Frankenstein, Lobisomem, etc.).
Em outras palavras, A Múmia seria o Homem de Ferro desse universo.
Entretanto, como a gente bem sabe, a tentativa falhou miseravelmente.
O filme foi um fracasso de crítica e público, perdendo dinheiro e levando ao “adiamento indefinido” (leia-se cancelamento) dos planos para o Dark Universe.
Que Venha A Múmia 4 de Verdade!

Olha, minha gente, A Múmia de 2017 é um lembrete agridoce de que nem todo reboot é bem-vindo.
Além disso, a fórmula original de “ação, comédia, aventura e um toque de romance” da trilogia Brendan Fraser era algo especial.
“O ingrediente que tínhamos para a nossa Múmia, que eu não vi naquele filme, era a diversão”, declarou Fraser.
E ele está certíssimo!
Conclusão
Então, se você me perguntar se vale a pena assistir ao filme de 2017, eu diria: assista se estiver curioso para ver a tentativa (e o porquê do seu fracasso) de ressuscitar a franquia de uma forma diferente.
No entanto, não espere a mesma magia, diversão ou carisma dos filmes de 1999 e 2001.
Minha recomendação calorosa vai para a esperança do verdadeiro A Múmia 4 com Brendan Fraser e Rachel Weisz.
A ideia de tê-los de volta, sob a direção de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (o time por trás dos novos Pânico e Casamento Sangrento), com a promessa de resgatar as raízes da franquia, me deixa muito mais empolgado.
Que venha a aventura que a gente merece, com o humor, a ação e o coração que fizeram a gente se apaixonar por Rick e Evelyn!
E você acredita que desta vez teremos algo impactante ou mais um fracasso?
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Escrito por: Bruno Mierzwa
Bruno Mierzwa, 38, é especialista em uma coisa: entender o hype. Com um background em Letras e experiência no Google, ele sabe como transformar conteúdo em conversas.
Nascido em Osasco (SP), seu radar de tendências é calibrado por horas de imersão em filmes, séries, animes e games. É essa paixão que o permite criar estratégias que não apenas alcançam o público, mas que realmente se conectam com a comunidade.
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