Foto: Divulgação
E aí, gamers e futuros gurus da automação! O Fazendeiro da cidade, ou melhor, The Farmer Way Replaced, está de volta!
E, desta vez, saí da minha caverna escura (cheia de consoles, claro) e fui para o campo!
Mas não se enganem, não é para plantar batata com as próprias mãos.
E sim, para botar um drone pra fazer o trabalho sujo em The Farmer Was Replaced!
Uma experiência única
E olha, se você achou que fazenda era só paz e sossego, prepare-se para suar a camisa.
Ou melhor, o cérebro, porque aqui a pá é o teclado e o arado é um algoritmo!
Quando ouvi falar de um jogo que misturava “simulador de fazenda” com “programação”, minha primeira reação foi:
‘Programação? Eu mal sei programar o micro-ondas, quem dirá uma colheitadeira robótica!’
No entanto, a curiosidade falou mais alto, e que bom que falou!
Enfim, The Farmer Was Replaced não é só mais um joguinho bonitinho de colheita; é uma aula magna disfarçada de vício.
E quando você nem percebe está aprendendo até seu cérebro dar um “compile” com sucesso!
A Fazenda Robótica e a Sinapse que Gira Roda!

Antes de mais nada, a experiência central de The Farmer Was Replaced é simplesmente genial.
Isto é, a premissa é que o fazendeiro original sumiu (ou foi substituído, quem sabe por um bot mais eficiente?), e agora você está no comando de uma fazenda.
Contudo, não com as mãos na massa, e sim com as mãos no código!
Logo, seu protagonista é um drone super fofo, com direito a chapéu de palha, que obedece cegamente às suas linhas de comando.
Como funciona?
Aqui, o gameplay se resume a programar esse drone usando uma linguagem muito parecida com Python.
E não se assuste se você for um “não-programador” como eu era, pois o jogo te guia passo a passo, apresentando conceitos como “loops”, condicionais (os famosos “se isso, faça aquilo, senão…”) e até funções.
Assim, quando você menos espera está viciado pois tudo ocorre de uma maneira orgânica.
Ou seja, você começa com tarefas simples, como “colher” e, rapidamente, percebe que pode otimizar o processo com um `while True: harvest()` (um loop infinito de colheita, uhu!).
O que fazer quando a fazenda cresce?
The Farmer Way Replaced consegue o impossível pois ele é um jogo muito divertido de se jogar.
Nesse sentido, quando você menos percebe a fazenda cresceu e as culturas ficaram mais exigentes (cenouras precisam de terra arada, árvores precisam de espaço).
Além disso, o seu código também evoluiu.
E é aí que a cabeça começa a fritar, mas de um jeito bom!
Afinal, não existe satisfação melhor do que ver seu drone executando uma sequência complexa de plantio, colheita e aração, tudo perfeitamente automatizado pelo seu próprio código.
Portanto, é como ser o Elon Musk da agricultura, só que sem os problemas de rede social.
E o melhor: você pode usar seu editor de código favorito, porque o jogo salva os scripts como arquivos `.py`!
Isso é um toque de mestre para quem já programa.
Um Mundo Minimalista, mas com um Som de Peso!

Visualmente, The Farmer Was Replaced adota um estilo “low-poly” minimalista, que eu diria que é a escolha perfeita.
Ou seja, não há distrações visuais, o que permite que você se concentre no que realmente importa: seu código e a eficiência do seu drone.
Ademais, os elementos são claros e funcionais, com um charme que lembra aqueles jogos indie bem feitos.
Logo, é como se a fazenda fosse um quadro branco onde seu drone desenha a arte da automação.
Nem tudo é perfeito em The Farmer Way Replaced
A parte sonora, no entanto, passou por um “overhaul” completo na versão 1.0, e a diferença é notável.
Assim, podemos dizer que a música é relaxante; quase um ASMR do campo e que te ajuda a entrar no fluxo da programação.
Já os efeitos sonoros dos drones e das colheitas são satisfatórios.
Afinal, o fato do jogo não te deixar surdo com o zumbido de vários drones em alta velocidade, com opções de “volume damping”, é um excelente passo.
Por fim, o pacote é bem polido. O que, assim, complementa a experiência sem roubar a cena.
O Mistério do Fazendeiro Substituído… ou Não?

Agora, se você está esperando uma trama digna de Oscar, prepare-se para um balde de água fria (ou um `NullPointerException`).
Isso porque The Farmer Was Replaced não é sobre uma história profunda e complexa.
A narrativa é minimalista. Isto é, o fazendeiro “sumiu” e você assume a bronca. Ponto final.
Não é um demérito. Muito pelo contrário!
A ausência de uma história linear e pesada foca a atenção totalmente na mecânica principal: a programação e a automação.
O “porquê” do fazendeiro ter sido substituído é menos importante do que o “como” você vai substituí-lo com drones eficientes.
Em suma, é um gancho conceitual que funciona perfeitamente para justificar todo o processo de “coding”.
Plantio de Lógica, Colheita de Satisfação!

Certamente, The Farmer Was Replaced é uma grata surpresa e uma verdadeira joia indie.
É aquele tipo de jogo que te fisga pela curiosidade e te segura pela pura satisfação de resolver problemas.
Seja você um programador experiente procurando um desafio divertido e uma forma relaxante de aplicar suas habilidades, ou um completo iniciante que sempre quis entender de programação.
O jogo é para você, pois ele te ensina sem parecer que está te ensinando, te desafia sem te punir e te recompensa com a alegria de ver seu pequeno drone fazer todo o trabalho pesado.
Para mim, foi uma das experiências mais refrescantes do ano.
Assim, posso afirmar que o game é educativo, viciante e incrivelmente bem projetado.
Conclusão
Se você tem um pingo de curiosidade por programação, adora a sensação de otimização, ou simplesmente busca um jogo “idle” com um toque inteligente, vá sem medo!
The Farmer Was Replaced é uma daquelas pérolas que merecem ser descobertas.
Além disso, o sucesso do jogo, que viu um aumento massivo de receita após sair do Acesso Antecipado e ser coberto por YouTubers, prova que a fórmula funcionou.
Prepare seu chapéu de palha virtual e seu editor de código, pois a fazenda espera pelo seu gênio da automação!
E você, está pronta para ter a sua própria fazenda?
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Nota do Game:

Escrito por: Bruno Mierzwa
Bruno Mierzwa, 38, é especialista em uma coisa: entender o hype. Com um background em Letras e experiência no Google, ele sabe como transformar conteúdo em conversas.
Nascido em Osasco (SP), seu radar de tendências é calibrado por horas de imersão em filmes, séries, animes e games. É essa paixão que o permite criar estratégias que não apenas alcançam o público, mas que realmente se conectam com a comunidade.
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