Foto: Netflix/Divulgação
A Paris Errada, dirigida por Janeen Damian, chegou à Netflix em setembro de 2025 trazendo uma premissa que brinca com expectativas.
Isto é, e se, em vez de Paris na França, a viagem dos sonhos terminasse em Paris no Texas?
A partir dessa confusão geográfica, o filme constrói uma comédia romântica leve, recheada de estereótipos de reality show, humor e, claro, a presença de um galã irresistível.
Uma história de sonhos, reality shows e amores improváveis

Nos últimos anos, a Netflix tem investido pesado em comédias românticas, revivendo um gênero que parecia adormecido no cinema.
Agora, é a vez de Miranda Cosgrove assumir o papel de protagonista em A Paris Errada.
Na trama, Dawn (Miranda Cosgrove) é uma jovem texana que sonha estudar arte em Paris, mas não tem recursos para isso.
Quando surge a chance de participar de um reality show de namoro supostamente filmado na Cidade-Luz, ela aceita, apenas para descobrir que a competição acontece em Paris no Texas.
Disposta a ser eliminada o quanto antes, ela encontra obstáculos inesperados, especialmente quando percebe sua conexão com Trey (Pierson Fodé), o caubói protagonista do programa.
Logo, o que deveria ser apenas um contratempo se transforma em uma jornada de autodescoberta, recheada de situações hilárias e, claro, romance.
Entre sátira e romance fabricado
A premissa, divertida no papel, poderia render uma sátira esperta sobre a indústria do entretenimento e os artifícios dos reality shows.
O filme até brinca com esse paralelo: as competidoras encarnam arquétipos caricatos.
Além disso, o solteiro Trey parece saído de um manual de estereótipos e a própria Dawn tenta manipular as regras para ser eliminada.
Há ecos interessantes sobre autenticidade versus encenação. No entanto, o roteiro prefere não arriscar demais, caindo na previsibilidade que tanto critica.
Inegavelmente, o longa se apoia na sátira de realities como The Bachelor, com personagens caricatos e exageros típicos de quem busca fama mais do que amor verdadeiro.
Ao mesmo tempo, mantém todos os elementos clássicos de uma rom-com.
Isto é, encontros fofos, rivalidades femininas, mal-entendidos e um romance previsível, mas eficaz.
A Paris Errada: Elenco carismático e boas risadas

Um dos pontos fortes do longa é o elenco.
Nesse sentido, Miranda Cosgrove traz frescor e carisma à protagonista, equilibrando leveza e determinação.
Para quem cresceu assistindo à atriz em iCarly ou Drake & Josh, há ainda um sabor de nostalgia em vê-la de volta a uma comédia leve.
Pierson Fodé, embora menos experiente, segura bem o papel do cowboy galã e consegue criar uma química envolvente com Cosgrove.
As participações das demais concorrentes do reality também enriquecem a narrativa, garantindo momentos cômicos dignos de reality show.
Até a vilã da história, interpretada por Madison Pettis, consegue arrancar antipatia do público na medida certa, sem exageros.
Romance clichê, mas com charme
Não há como negar: A Paris Errada não revoluciona o gênero da comédia romântica.
Mesmo assim, o filme da Netflix funciona por ser uma produção leve, divertida, com pitadas de romance e um final feliz que aquece o coração.
Para quem busca algo profundo ou com grandes reflexões sociais, talvez a decepção seja inevitável.

Mas para os amantes das comédias românticas clássicas, é exatamente esse clima descomplicado que faz o filme funcionar.
Ademais, o charme de Cosgrove e a química com Fodé seguram a experiência.
No fim, fica a questão: será que nos apaixonamos pela história ou apenas já estamos acostumados a esperar pouco das rom-coms de catálogo?
Em suma, A Paris Errada é aquele típico filme perfeito para um fim de semana sem grandes pretensões: previsível, mas divertido; simples, mas encantador.
E você, já assistiu A Paris Errada? Conta pra gente: o filme ganhou o seu coração ou ficou aquém das suas expectativas?
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Nota da Miss TV:
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