Foto: Getty Images
A atriz Amanda Seyfried roubou a cena no Festival de Veneza 2025 com o seu mais recente filme The Testament of Ann Lee.
Vale destacar que Seyfried já desponta como uma das favoritas ao Oscar 2026 como Melhor Atriz.
Uma estreia arrebatadora no Festival de Veneza

Um ano após o impacto de The Brutalist, a cineasta norueguesa Mona Fastvold retornou ao Festival de Veneza com seu novo longa, The Testament of Ann Lee, sendo amplamente elogiada.
A estreia mundial, que aconteceu na competição oficial, foi recebida com entusiasmo pela plateia da Sala Grande.
Afinal, o longa foi aplaudido por impressionantes 15 minutos e meio.
Além disso, Amanda Seyfried, intérprete da protagonista, não conteve as lágrimas durante os aplausos e foi consolada pela colega de elenco Thomasin McKenzie.
Logo depois, Seyfried e Fastvold surpreenderam o público ao recriar alguns dos movimentos de dança Shaker retratados na obra, reforçando a atmosfera mística que permeia o filme.
A história de Ann Lee no cinema

The Testament of Ann Lee traz Seyfried no papel da líder religiosa nascida em Manchester em 1736.
Carismática e polêmica, Ann Lee fundou o movimento Shaker, marcado por cânticos, danças em êxtase e um estilo de vida comunitário que incluía simplicidade arquitetônica e igualdade social.
Perseguida na Inglaterra por suas práticas religiosas, Lee partiu com um pequeno grupo de seguidores para a América colonial em 1774.
Apesar de fugir, ela seguiu difundindo sua doutrina. Agora em outro continente.
Na coletiva de imprensa, a diretora Mona Fastvold explicou o que a levou a revisitar essa figura histórica:
“Obviamente é interessante falar sobre liderança feminina agora, mas para mim foi algo pessoal. Em um meio ainda dominado por homens, eu busco criar uma cultura diferente no set, baseada em empatia e cuidado. Ann Lee me inspirou nesse caminho.”
A parceria criativa com Brady Corbet
O roteiro de The Testament of Ann Lee foi coescrito por Fastvold e seu parceiro, o cineasta Brady Corbet.
Vale destacar que Cobert também dirigiu a segunda unidade do longa, repetindo a parceria invertida de The Brutalist.
Ademais, durante a coletiva, o cineasta destacou que a obra sempre foi pensada como um projeto pessoal da diretora:
“Acreditamos firmemente que você só pode servir a um mestre de cada vez. Mona teve o corte final neste filme, algo essencial para nós. Esse sempre foi o filme dela.”
O cineasta também explicou como o projeto nasceu:
“Ela veio até mim e disse: ‘Quero fazer um filme sobre Ann Lee’. Sempre fomos fascinados pelo design Shaker — móveis, arquitetura — e pela força simbólica dessa cultura. Era inevitável que se tornasse um musical.”
Por fim, Corbet elogiou o produtor Andrew Morrison, responsável por viabilizar o longa com um orçamento de 10 milhões de dólares:
“Não foi fácil vender a ideia de um musical sobre os Shakers. Andrew acreditou desde o início e protegeu a visão do filme.”
The Testament of Ann Lee e a recepção da crítica

Como esperado de uma obra ambiciosa, as reações da crítica foram intensas e diversas.
Para Damon Wise, do Deadline, o filme soa como “estranho e visceral”, ressaltando seu poder divisivo.
A Variety, por outro lado, elogiou a ousadia estética, mas destacou o ritmo contemplativo ao longo das 2h16 de duração:
“Respeitoso e intelectualmente curioso, o filme se mostra ainda mais persuasivo quando pensado como um caso de música e dança completo.”
Já o Guardian foi igualmente intrigado, comparando a obra a universos de Lars von Trier e Robert Eggers:
“Às vezes parece um pesadelo de martírio irônico, às vezes um melodrama musical estranho, mas espetacular. Um filme genuinamente estranho, indescritível tanto em tom quanto em significado.”
Por fim, a Indiewire deu nota A ao longa, destacando a entrega absoluta de Amanda Seyfried ao papel de Ann Lee:
“A narrativa equilibra-se cuidadosamente entre agonia e êxtase, unida pela convicção inabalável da atriz em habitar o personagem.”
Amanda Seyfried em um novo auge
Certamente, a performance de Seyfried foi bastante elogiada, sendo unanimemente considerada o grande trunfo da produção.
Conhecida por transitar entre musicais e dramas, a atriz impressionou ao compor uma líder messiânica crível, mas também vulnerável, como destacou Damon Wise:
“Seyfried mostra um lado totalmente novo de si mesma, fazendo de Ann Lee uma figura ao mesmo tempo maternal e messiânica.”
Ademais, com uma atuação visceral e hipnótica, a estrela parece consolidar um dos melhores momentos de sua carreira.
Será que vem uma estatueta dourada para a atriz?
E você, ficou curioso para assistir a The Testament of Ann Lee e descobrir por que o filme vem dividindo tanto opiniões em Veneza?
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