Foto: Paramount/Divulgação
Depois de mais de 30 anos, a icônica franquia Corra que a Polícia Vem Aí! volta às telonas, trazendo de volta um tipo de comédia rápida, nonsense e politicamente incorreta que marcou os anos 80 e 90.
Dirigido por Akiva Schaffer (The Lonely Island) e estrelado por Liam Neeson como o tenente Frank Drebin Jr., filho do icônico personagem vivido por Leslie Nielsen, o filme abraça a bobagem de forma destemida e consciente.
Portanto, é um desfile de pastelão, piadas visuais, trocadilhos e referências que vão de Los Angeles dos anos 80 a alfinetadas na cultura pop atual.
Um retorno ousado para um humor que parecia esquecido

A missão de reviver esse espírito nostálgico ficou nas mãos do de Schaffer e do produtor Seth MacFarlane (Uma Família da Pesada, Ted).
Assim, podemos dizer que o desafio era duplo.
Ou seja, manter o DNA original sem parecer datado e, ao mesmo tempo, conquistar um público que cresceu em uma era mais sensível a certos tipos de piada.
Surpreendentemente, a produção encontra um equilíbrio, preservando o absurdo visual, os trocadilhos afiados e as piadas físicas, mas evitando se tornar refém de referências passageiras.
Além disso, Corra que a Polícia Vem Aí! é um reboot-sequência que respeita o espírito original da franquia dos anos 80 e 90, mas injeta referências contemporâneas, tiradas rápidas e sátiras afiadas.
Aqui, a missão de Drebin Jr. é investigar um assassinato enquanto tenta evitar o fechamento do esquadrão policial, tudo isso cercado por trapalhadas monumentais.
Neeson, o herdeiro improvável e perfeito
Falando no nosso protagonista, a escalação de Liam Neeson é um dos grandes acertos do longa.
Ele interpreta Drebin Jr. com total seriedade, o que amplifica o efeito das situações ridículas.
Ademais, a sua fisicalidade desajeitada e a voz grave criam um contraste perfeito com o caos ao redor, tornando até as piadas mais óbvias eficazes.
Poucos atores conseguiriam preencher os “sapatos” gigantes deixados por Leslie Nielsen, mas Neeson, conhecido por seus papéis de ação e dramas pesados, abraça o ridículo com seriedade absoluta, justamente o que faz sua performance funcionar.
Ao seu lado, Pamela Anderson se diverte como Beth Davenport, a irmã da vítima, entregando uma atuação que combina sensualidade e disposição para o mico.
Paul Walter Hauser, CCH Pounder e Danny Huston completam o elenco, todos entrando no jogo com entusiasmo.
Corra Que a Polícia Vem Aí! e a pura comédia

O novo Corra Que a Polícia Vem Aí é um desfile de gags visuais, trocadilhos, piadas escatológicas e sátiras políticas.
Aliás as melhores sequências, como a perseguição de carro desgovernado, o assalto ao banco e o interrogatório com câmeras da viatura, mostram que o filme entende a essência do humor que fez a franquia brilhar.
Ao invés de tentar “modernizar” demais, ele aposta no que sempre funcionou: ritmo rápido, enredo simples e o absurdo levado a sério.
O roteiro ainda aproveita para cutucar temas atuais, como a arrogância das Big Techs, bilionários excêntricos e a obsolescência de certas instituições, tudo embalado em piadas que funcionam para públicos de diferentes gerações.
Não à toa, o filme já desponta com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, provando que ainda há espaço para esse tipo de comédia nas telonas.
Diversão garantida
Assim como os originais criados por David Zucker, Jerry Zucker e Jim Abrahams, este Corra que a Polícia Vem Aí! não tenta satirizar um único filme, mas sim brincar com todo um gênero.
Ou seja, é uma paródia que não se leva a sério, mas que é feita com cuidado e timing preciso.
Em uma época em que as grandes comédias de estúdio raramente chegam aos cinemas, ver uma obra descaradamente estúpida, no melhor sentido da palavra, é quase um ato de resistência.
No fim, pode não alcançar o status de clássico como os originais de 1988, mas cumpre a promessa de entregar risadas altas, absurdos hilários e um espírito fiel à essência da franquia.
A nostalgia caótica de Corra que a Polícia Vem Aí!

Em um mercado saturado por blockbusters sérios, universos compartilhados e tramas complicadas, Corra Que a Polícia Vem Aí! chega como um refresco.
Portanto, é um lembrete de que rir do ridículo, do exagerado e do improvável é uma das experiências mais divertidas que o cinema pode proporcionar.
O longa traz momentos de puro brilhantismo, como as piadas escondidas em detalhes de cena e as situações que vão se tornando cada vez mais absurdas à medida que se desenrolam.
No entanto, depois de meia hora eletrizante, Corra Que a Polícia Vem Aí! desacelera.
Isto é, o humor continua presente, mas com menos impacto, cedendo espaço a sequências mais longas e menos explosivas.
Ainda assim, o tempo de projeção enxuto (menos de 85 minutos) e a frequência de boas piadas garantem que a diversão se mantenha.
Mesmo quando a média de acertos cai, Neeson mantém o espetáculo de pé, demonstrando um timing cômico tão preciso quanto improvável.
Vale a pena assistir?
O reboot não tenta simplesmente copiar o original, mas sim atualizar seu espírito.
Nesse sentido, as referências são mais atemporais do que datadas, e o filme não tem medo de cutucar temas atuais, como tecnologia e política com irreverência.
Entre calças caindo, trocadilhos infames e sátiras de filmes de ação, a produção consegue resgatar um tipo de humor que hoje raramente encontra espaço nas telonas.
No fim, Corra que a Polícia Vem Aí! (2025) não é perfeito, mas cumpre sua missão principal de fazer o público rir em voz alta no cinema, algo cada vez mais raro.
Enfim, é uma comédia que celebra a bobagem com inteligência, nostalgia e um toque de ousadia.
E você? Está pronto para ver Liam Neeson salvando (ou atrapalhando) o dia de forma totalmente sem noção?
Liam Neeson de terno… e fazendo pastelão? É isso mesmo! Corra para os cinemas!
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Nota da Miss TV:
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