Foto: Marvel/ Divulgação
Depois de anos de tentativas frustradas, a Marvel finalmente entrega um filme do Quarteto Fantástico que equilibra estilo, nostalgia e emoção.
Mas será que Primeiros Passos é apenas uma introdução ou já se firma como algo maior?
A Primeira Família da Marvel

Com direção de Matt Shakman (WandaVision), Quarteto Fantástico: Primeiros Passos marca a estreia oficial da Primeira Família da Marvel no Universo Cinematográfico Marvel (MCU).
Desde 1961, o Quarteto Fantástico ocupa um lugar icônico no universo dos quadrinhos.
Assim, Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm foram pioneiros na Marvel, abrindo caminho para heróis como Homem de Ferro e Capitão América.
Contudo, nas telas, o grupo nunca encontrou o mesmo sucesso.
Isto é, passando por uma versão não lançada em 1994, duas adaptações mornas nos anos 2000 e um fracasso absoluto em 2015.
Com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025), o time finalmente ganha o tratamento que merece no MCU e faz isso de forma surpreendente.
Logo, em vez de apostar na fórmula carregada de conexões e ganchos, entrega uma aventura quase independente, com começo, meio e fim bem definidos, e uma estética que abraça o lado mais fantástico dos quadrinhos criados por Jack Kirby.
Uma Nova Visão Para o Quarteto Fantástico
Diferente de outras adaptações, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não perde tempo com a origem detalhada dos heróis.
Nesse sentido, o público é apresentado a um grupo já estabelecido e adorado pela população, que vive em uma Nova York retrofuturista repleta de carros voadores e robôs ao estilo Jetsons.
Além disso, a trama acompanha a família enquanto enfrenta não apenas a ameaça colossal de Galactus (Ralph Ineson), mas também questões íntimas, como a gravidez de Sue Storm (Vanessa Kirby) e a chegada do pequeno Franklin, que já nasce com um papel importante para o futuro do universo Marvel.
A tensão atinge seu ápice quando o vilão oferece poupar a Terra em troca do bebê que Sue carrega.
É a partir desse dilema que o filme constrói seu maior trunfo.
Isto é, explorar até onde uma família pode ir para proteger uns aos outros e o que significa sacrificar tudo pelo bem maior.
Personagens com vida própria

O elenco é, sem dúvida, um dos maiores acertos do filme.
Vanessa Kirby é o coração do filme como Sue Storm, entregando uma performance intensa que conecta a trama aos temas de maternidade e união familiar.
Já Pedro Pascal interpreta um Reed Richards dividido entre seu gênio analítico e o peso das responsabilidades, mostrando um outro lado do Sr. Fantástico.
E o que falar de Johnny e Ben Grimes?
Johnny Storm, com seu humor e inseguranças, se torna o alívio cômico e, ao mesmo tempo, ganha camadas ao demonstrar desejo genuíno por pertencimento e conexão.
Por mais que o Coisa também funcione como alívio cômico, Ebon Moss-Bachrach brilha com uma atuação sensível e calorosa, transmitindo emoção apenas com o olhar.
Portanto, o carisma do elenco central não só sustenta a narrativa, como transmite a sensação de uma família real, com conflitos e afeto palpáveis.
É como se finalmente estivéssemos vendo o live-action de Os Incríveis com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos.
Força Visual
Com menos de duas horas de duração, o filme flui com leveza e dinamismo, lembrando as histórias clássicas do Quarteto nos gibis.
Shakman aposta em soluções criativas e visuais ousados, como cenas envolvendo buracos negros e desafios cósmicos.
Além disso fica nítido que ele não tem medo de inserir momentos simples e humanos, como o uso dos poderes em situações do dia a dia.
O design de produção assinado por Kasra Farahani e o figurino de Alexandra Byrne dão ao filme uma identidade única, que equilibra o clima de ficção científica retrô com o espetáculo moderno.
Já a trilha de Michael Giacchino impulsiona as cenas mais grandiosas, e, apesar de o CGI ter altos e baixos — especialmente em cenas com o bebê digital —, os efeitos conseguem dar vida a momentos icônicos como a transformação da Surfista Prateada e a imponência de Galactus.
Quarteto Fantástico: Um homenagem ao legado

Mais do que introduzir o Quarteto no MCU, o longa é uma verdadeira carta de amor a Jack Kirby.
Da estética inspirada em suas artes à citação ao quadrinista no desfecho, tudo parece pensado para reconhecer a importância de um dos maiores nomes da história da Marvel, tantas vezes deixado em segundo plano.
Mesmo com algumas soluções fáceis no roteiro e a sensação de que a curta duração deixa um gostinho de quero mais, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos cumpre sua missão.
Ou seja, o longa emociona, diverte e entrega uma versão finalmente digna da Primeira Família da Marvel.
Com atuações sólidas, uma direção que entende o peso da família e uma estética memorável, o filme conquista tanto fãs antigos quanto novos espectadores.
No fim, podemos afirmar que Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é só um reboot bem-feito, como é uma promessa de novos rumos para a Marvel Studios.
E você, acha que essa versão finalmente fez justiça ao Quarteto Fantástico? Conta para a gente!
O filme está em cartaz nos principais cinemas do Brasil!
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Nota da Miss TV:
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