Foto: Universal Pictures
Jurassic World: Recomeço, sétimo filme da franquia iniciada em 1993 com Jurassic Park, finalmente estreou nos cinemas brasileiros.
Com a promessa de reanimar uma das sagas mais icônicas do cinema moderno, o longa tenta equilibrar nostalgia, novos personagens e uma proposta mais sombria.
No entanto, entrega um filme que, mesmo competente em sua execução técnica, parece mais uma repetição do que uma renovação.
Um recomeço que mira no clássico

A franquia Jurassic Park conquistou o mundo em 1993, ao combinar ficção científica, ação e um espetáculo visual revolucionário.
Três décadas depois, Jurassic World: Recomeço surge com a promessa de dar um novo fôlego à saga jurássica.
E embora traga boas intenções, o resultado é uma mistura inconsistente de saudosismo, aventura e decisões criativas questionáveis.
Assim, o novo capítulo funciona como um spin-off, sem ligação direta com os eventos de Jurassic World: Domínio.
A trama apresenta um planeta onde os dinossauros, incapazes de se adaptar ao clima atual, sobrevivem em zonas tropicais isoladas.
É nesse cenário que uma equipe liderada por Zora Bennett (Scarlett Johansson), o paleontólogo Henry Loomis (Jonathan Bailey) e o navegador Duncan Kincaid (Mahershala Ali) embarca numa missão para extrair DNA de três dinossauros.
Com o objetivo de ajudar uma indústria farmacêutica a desenvolver um novo tratamento para doenças cardíacas, o grupo descobre o verdadeiro significado de serem caçados pelos dinossauros.
DNA reciclado e dinossauros familiares
A ideia até parece interessante: unir ação, ciência e uma nova abordagem para os dinossauros.
Contudo o roteiro, assinado por David Koepp (o mesmo do Jurassic Park original), falha ao entregar diálogos rasos, coincidências forçadas e cenas que prometem impacto, mas somem sem consequências.
A impressão é de um texto apressado, que tenta agradar fãs antigos com referências diretas aos filmes de 1993, muitas delas soando como cópias mal digeridas de cenas clássicas.
A trama ainda tenta desenvolver um núcleo paralelo com a família Delgado, liderada por Reuben (Manuel Garcia-Rulfo), que, ao lado das filhas Teresa (Luna Blaise) e Isabella (Audrina Miranda), além do namorado Xavier (David Iacono), acaba chegando à ilha por acidente.
Aliás, esse arco familiar entrega as cenas mais tensas e eficazes, talvez por colocar personagens realmente vulneráveis diante das ameaças, ao contrário do grupo principal, cuja sobrevivência nunca parece estar em jogo.
Efeitos grandiosos, emoção ausente em Jurassic World: Recomeço

Visualmente, Jurassic World: Recomeço entrega o espetáculo esperado.
Nesse sentido, Gareth Edwards constrói sequências visualmente impactantes, especialmente ao criar suspense com a ajuda da fotografia envolta em sombras, névoas e ambientes submersos.
Cenas como o ataque do Mosassauro ou a introdução do monstruoso Dementus Rex exibem um capricho visual notável.
Em contrapartida, a trilha sonora de Alexandre Desplat só emociona quando reutiliza trechos da icônica partitura de John Williams, evidenciando a dependência do filme ao legado do passado.
Contudo, efeitos e nostalgia não são suficientes para sustentar uma história sem frescor.
E mesmo com o esforço da direção em trazer uma “carta de amor” ao universo criado por Spielberg, o sentimento é de desgaste.
É como se a franquia estivesse presa num ciclo de homenagens vazias, sem coragem de arriscar algo realmente novo.
Além disso, o roteiro de David Koepp, veterano da franquia, parece mais uma homenagem à franquia ao fazer referências metalinguísticas à “engenharia do entretenimento”.
Talvez tenha faltado inspiração para se criar algo novo sem deixar de lado a homenagem ao clássico Jurassic Park.
Jurassic World: Recomeço tenta ser diferente

Certamente o elenco é um dos pontos fortes do filme, com Scarlett Johansson segura no papel de líder pragmática e Jonathan Bailey entregando leveza e carisma como o cientista apaixonado por dinossauros.
Mahershala Ali, embora subaproveitado, ainda eleva qualquer cena com sua presença.
Mas mesmo um elenco talentoso, Jurassic World: Recomeço parece perdido na própria ideia.
Assim, a tentativa de criar um novo começo para a saga parece, ironicamente, mais um final do que uma inovação.
Há bons momentos, sim, especialmente nas sequências de ação envolvendo os personagens secundários, mas a sensação geral é a de um produto requentado, que não consegue recuperar o senso de maravilhamento do filme original, nem oferecer o tipo de catarse que justificaria sua existência.
O filme em si
Jurassic World: Recomeço não é um desastre completo.
Assim quem busca uma aventura leve, com dinossauros em tela grande e cenas visualmente belas, pode se divertir.
No entanto, fãs mais exigentes, especialmente aqueles que cresceram com o primeiro Jurassic Park, talvez sintam que a franquia perdeu seu rumo.
O filme tem boas ideias? Sim, mas se sabota com soluções apressadas, um roteiro inconsistente e uma insistência em replicar fórmulas que já demonstraram cansaço.
No fim das contas, Recomeço parece mais um lembrete de que, talvez, a franquia já tenha contado tudo o que podia.
E você, o que achou de Jurassic World: Recomeço? A franquia ainda tem salvação ou esse é o verdadeiro fim dos dinossauros nos cinemas?
O longa já está em cartaz nos principais cinemas do país!
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