Foto: Universal Studios/Divulgação
Lançado como o primeiro live-action da DreamWorks, Como Treinar o Seu Dragão chega aos cinemas com o peso de ser uma adaptação de uma das franquias animadas mais queridas dos últimos tempos.
Enquanto a Disney tropeça em remakes que raramente agregam algo novo às histórias originais, a DreamWorks decidiu fazer diferente.
Assim, com Como Treinar o Seu Dragão, o estúdio prova que um live-action pode ser muito mais do que uma releitura visual.
Isto é, pode ser uma reafirmação emocional daquilo que conquistou plateias no passado.
Uma Nova Roupagem, a Mesma Emoção

Dirigido novamente por Dean DeBlois, que comandou a trilogia original, o longa não apenas revisita a clássica história de Soluço e Banguela, como também presta uma homenagem cuidadosa e carinhosa ao universo criado por Cressida Cowell.
Logo, a nova versão, que estreia nos cinemas no dia 12 de junho, respeita a alma da animação de 2010.
Ademais, ela oferece novas camadas dramáticas que enriquecem a narrativa.
Mais do que um exercício de nostalgia, Como Treinar o Seu Dragão mostra que há, sim, espaço para recontar uma boa história.
A mesma história, novos olhos
Como sabemos, a trama continua centrada em Soluço, um jovem viking desajeitado e sensível, que vive à sombra do pai, Stoico.
Em uma aldeia onde dragões são inimigos mortais, Soluço rompe com a tradição ao fazer amizade com Banguela, um dos dragões mais temidos, dando início a uma jornada de empatia, coragem e transformação.
Ao invés de reinventar a roda, o filme abraça com carinho a narrativa que já emocionou milhões de fãs em 2010.
Nesse sentido, muitas cenas são reproduzidas quadro a quadro, incluindo o icônico primeiro contato entre Soluço e Banguela, agora ainda mais tocante graças à atuação sensível dos atores e à tecnologia de efeitos visuais que equilibra realismo e fofura com perfeição.
Soluço e Banguela: a alma de Como Treinar o Seu Dragão

Falando neles, é impossível negar que Soluço e Banguela são a alma do filme.
Aliás, isso é justamente o grande acerto do remake.
O foco aqui não está apenas na ação, mas na transformação emocional de Soluço.
O roteiro, também assinado por DeBlois, William Davies e Cressida Cowell (autora dos livros), aposta em uma narrativa mais contida, realçando a sensibilidade da jornada de amadurecimento do protagonista.
Já a relação entre Soluço e seu pai, Stoico, é retratada com profundidade, fugindo de clichês fáceis e ganhando força graças às atuações intensas e sinceras.
Além disso, o visual do filme é um de seus grandes trunfos.
Banguela, o carismático dragão de olhos verdes, continua irresistível.
Assim, seus movimentos, expressões e presença física são um verdadeiro espetáculo visual, mantendo a doçura felina que conquistou os fãs
Como Treinar o Seu Dragão acerta na técnica impecável
Certamente, a Ilha de Berk foi construída em locações reais no norte da Europa, oferece uma ambientação rústica, bela e palpável.
Além disso, a aposta em cenários práticos combinados com CGI cuidadoso faz com que o universo ganhe vida com texturas ricas e dragões que parecem saídos de um conto de fadas nórdico.
A fotografia de Bill Pope utiliza tons épicos e realistas, sem perder a magia que a história pede.
Já a trilha sonora de John Powell, reimaginada especialmente para esta versão, emociona ao revisitar temas clássicos com arranjos mais orgânicos e potentes.
Portanto, o ritmo ágil da direção também merece destaque, pois as quase duas horas de filme passam voando, com sequências de voo de tirar o fôlego e batalhas bem coreografadas.
Pequenos Deslizes, Grandes Acertos

É verdade que o filme, por ser bastante fiel à animação, não oferece muitas surpresas para quem já conhece a história de cor.
Em alguns momentos, a produção hesita em ousar e reproduz cenas quase quadro a quadro, o que pode soar mecânico para os mais atentos.
Além disso, a resolução da batalha final perde um pouco do impacto em comparação com a versão animada.
Ainda assim, esses são detalhes menores em uma obra que tem coração, propósito e respeito pelo material original.
Ademai, o elenco contribui para o sucesso da adaptação. Ou seja, o trio forma um núcleo sólido e cativante, com química suficiente para sustentar a franquia em futuras sequências.
Mason Thames se entrega com doçura e firmeza ao papel de Soluço, enquanto Nico Parker (Astrid) adiciona novas camadas de inteligência e sensibilidade à personagem.
E o que falar de Gerard Butler?
Agora em carne e osso, o ator equilibra força e vulnerabilidade como o chefe da aldeia.
Como Treinar o Seu Dragão: Um voo conhecido, mas ainda mágico
No fim das contas, Como Treinar o Seu Dragão é uma adaptação que entende seu papel.
Isto é, não precisava existir, mas já que existe, foi feita com amor, respeito e competência.
É uma fantasia que não tenta reinventar a trama, mas a reconta com o coração no lugar certo, usando o melhor da tecnologia para amplificar emoções e renovar o encantamento.
Com direção sensível, atuações sólidas e uma parte técnica impecável, o filme emociona do começo ao fim.
Além disso, confirma que, sim, é possível transformar nostalgia em arte quando há intenção verdadeira por trás da produção.
Logo, Como Treinar o Seu Dragão trata-se de uma adaptação fiel, caprichada e emocionalmente satisfatória.
E você, o que achou do live-action de Como Treinar o Seu Dragão? Acha que adaptações como essa ainda têm fôlego no cinema?
O live-action estreia oficialmente dia 12 de junho nos cinemas do Brasil!
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