Foto: Divulgação
Paul David Hewson, mais conhecido pelo seu nome artístico Bono, é o carismático vocalista da icônica banda de rock irlandesa U2.
E, recentemente, ele não só ganhou um documentário como brilhou em Cannes.
Logo, a 78ª edição do Festival de Cannes segue revelando produções que combinam inovação, sensibilidade e grandes narrativas.
Assim, quatro obras se destacaram nesse quarto dia (16 de maio) por suas abordagens únicas.
Do futuro utópico de Arco, à intensidade urbana de Filhos da Noite de Neon, passando pelo drama identitário de La Petite Dernière e o documentário intimista Bono: Stories of Surrender.
Arco: esperança colorida para um mundo em crise

Na Sessão Especial de Cannes, a estreia em longa-metragem do animador, quadrinista e diretor francês Ugo Bienvenu emocionou o público.
Mas sobre o que é a animação?
Arco é uma fábula futurista contada através da perspectiva de um garoto que vem de um tempo idílico e acidentalmente chega ao ano de 2075, uma era que espelha nossas próprias contradições.
Assim, ao lado de Iris, uma menina curiosa e corajosa, Arco compartilha vislumbres de um futuro melhor.
Com vozes de Louis Garrel, Vincent Macaigne e Swann Arlaud, o filme foi descrito por seu criador como “um grande abraço” e uma injeção de ternura necessária para tempos tão conturbados.
La Petite Dernière: o conflito entre fé, desejo e identidade em Cannes
Também em Cannes, Hafsia Herzi fez sua estreia na Competição com La Petite Dernière.

Assim, sua estreia é com um drama sensível que explora os dilemas de Fátima, uma jovem estudante de filosofia que enfrenta o desafio de conciliar suas raízes muçulmanas com sua descoberta afetiva e sexual.
Aliás, a atriz e agora diretora levou para as telas uma adaptação poderosa do livro de Fatima Daas, que mistura autobiografia e ficção ao narrar a vida de uma mulher entre dois mundos: os subúrbios conservadores e a cidade liberal.
Descoberta em um teste aberto durante uma parada do orgulho LGBTQIA+, a atriz Nadia Melliti brilha no papel principal.
Filhos da Noite de Neon: o caos urbano como cenário de thriller
Na mostra Midnight Screenings, o cineasta Juno Mak retorna com estilo após 12 anos de hiato com Filhos da Noite de Neon (Feng Lin Huo Shan).
Ou seja, um thriller de estética marcante ambientado na Hong Kong noturna.
Além disso, a produção, adiada por anos devido à pandemia, abre com uma sequência explosiva e mergulha em um emaranhado de violência, segredos e conspirações.
Em meio a um cenário estilizado de neon e sombra, um herdeiro de um império farmacêutico inicia uma cruzada pessoal contra o narcotráfico, revelando a face mais amarga da cidade e de seus personagens.
Por fim, o elenco inclui Takeshi Kaneshiro, Tony Leung Ka-fai e Louis Koo.
Bono: Stories of Surrender e Cannes 2025

Na mesma edição do festival, o cantor e ativista Bono emocionou o público com Bono: Stories of Surrender, documentário dirigido por Andrew Dominik.
A produção, baseada na turnê solo do vocalista do U2, revisita episódios marcantes de sua vida.
Ou seja, desde a perda precoce da mãe à cirurgia cardíaca, passando por histórias da banda e de seu ativismo global.
Com imagens captadas no Beacon Theatre, em Nova York, o filme combina música, narração e momentos confessionais que tocaram profundamente o público.
Tal fato rendeu ao artista uma ovação de sete minutos em Cannes.
A estreia Bono: Stories of Surrender no streaming está marcada para 30 de maio, na Apple TV+.
Com temáticas tão distintas quanto universais — esperança, identidade, violência e memória —, essas obras provam que Cannes segue sendo um palco vital para o cinema em sua forma mais artística e provocadora.
Qual desses filmes você está mais ansioso para assistir? Conte para a gente!
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