Foto: Getty Images
The Chronology of Water ou A Cronologia da Água chegou ao Festival de Cannes de 2025 sob a direção de Kristen Stewart (Crepúsculo).
Como um dos filmes mais comentados da mostra Un Certain Regard, A Cronologia da Água marcou a estreia da atriz por trás das câmeras.
Além disso, a produção foi aplaudida de pé por mais de quatro minutos e deixou boa parte da plateia emocionada.
Filme é um mergulho visceral na experiência feminina

Baseado nas memórias de Lidia Yuknavitch, o filme não segue uma estrutura tradicional de narrativa.
Assim, Stewart, que também co-escreveu o roteiro ao lado de Andy Mingo, marido da escritora Yuknavitch, preferiu construir um retrato fragmentado, sensorial e profundo da jornada de sua protagonista.
Em A Cronologia da Água , Lidia é interpretada com intensidade por Imogen Poots.
Aliás, a história acompanha Lidia desde sua juventude marcada por abuso sexual e vício, até sua reconstrução emocional através da água, da escrita e do desejo.
“O livro me ofereceu as palavras para escrever um cenário em que essa ‘escritora’ seria cada uma de nós. É um filme sobre levantar-se e tentar de novo. Retomar o controle do corpo, dos desejos e dos sonhos”, afirmou Stewart em entrevistas recentes.
Kristen Stewart e Cannes 2025
A Cronologia da Água foi filmado entre Letônia e Malta em 2024 e quase não ficou pronto a tempo do festival.
Ademais, Stewart revelou que finalizou o filme “cinco minutos antes” da exibição, e celebrou a estreia com um discurso emocionado e um abraço coletivo na equipe.
Além do impacto visual, o longa carrega um forte posicionamento sobre a experiência feminina.
Kristen, que já havia declarado seu desejo de dirigir desde a infância, abraça agora sua nova fase com ambição.
Ou seja, este longa é apenas o primeiro de uma série de filmes que pretende realizar como autora.
“A consciência coletiva das mulheres é real. A dor não precisa apenas ser evitada, mas pode ser acolhida e transformada”, declarou.
A Cronologia da Água mistura poesia visual, dor e renascimento
“Foram oito anos de planejamento. O filme é sobre nascimento, morte e renascimento, e nós meio que seguimos esse ciclo durante a produção. Doeu muito. Foi a maior ferida da minha vida criativa até agora — e, de longe, minha cicatriz favorita”, confessou a diretora.

As imagens aquáticas, que dão título ao filme, são mais que metáforas.
Nesse sentido, elas representam refúgio, renascimento e conexão com o que é mais íntimo.
Em vez de optar por explicações óbvias ou diálogos expositivos, Stewart mergulha o público em uma experiência visual e emocional intensa.
O resultado é um filme que se equilibra entre o cru e o poético.
A Cronologia da Água emociona não apenas pelo que mostra, mas pelo que evoca.
Além disso, Imogen Poots, apontada por Stewart como o coração do filme, entrega uma atuação arrebatadora.
Thora Birch, Susannah Flood, Kim Gordon, Jim Belushi e Earl Cave completam o elenco com presenças marcantes em papéis que se alternam entre a violência e o afeto.
No entanto, é justamente a montagem impressionista e a fotografia sensível de Corey C. Waters que ajudam a criar um fluxo de memórias que parece ser vivido e lembrado ao mesmo tempo.
Com uma carreira que passou por Hollywood, pelo cinema independente europeu e agora pela direção autoral, Kristen Stewart prova que não está interessada em seguir fórmulas.
Ou seja, ela quer criar novas linguagens. E se esse primeiro trabalho é um indício, vem muito mais pela frente.
E você? Já está curioso para assistir A Cronologia da Água?
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