Foto: Prime Video/Divulgação
Alguns anos após surpreender o público com um thriller satírico cheio de estilo, Outro Pequeno Favor retorna com a promessa de entregar tudo em dobro.
Ou seja, mais mistério, mais reviravoltas, mais roupas de luxo e, principalmente, mais da química entre Anna Kendrick e Blake Lively.
Contudo, a grande pergunta que fica é se a sequência é tão boa quanto ao primeiro filme?
Sequência aposta em exagero, humor ácido e figurinos exuberantes
Com direção de Paul Feig e distribuição pela Prime Video, a sequência expande o universo fashionista e perigoso do original.

Assim, levando suas protagonistas para a ensolarada ilha de Capri, na Itália e para o centro de uma trama que mistura comédia, crime e máfia italiana, Outro Pequeno Favor mais parece uma viagem turística luxuosa do que uma trama policial coesa.
Na nova trama, Stephanie Smothers (Kendrick) agora é uma escritora best-seller e apresentadora de podcast sobre crimes reais.
Sua antiga nêmesis (ou melhor, musa obsessiva) Emily Nelson (Lively), reaparece inesperadamente após ser libertada da prisão.
O motivo? Convidá-la a ser sua dama de honra em um casamento glamouroso com o mafioso Dante Versano (Michele Morrone), na paradisíaca ilha de Capri.
O que começa como uma reaproximação estranha entre as duas logo se transforma em mais uma teia de manipulações, segredos e assassinatos.
Além de uma irmã gêmea envolvida, com duas Lively mostrando todo seu poder e glamour.
Outro Pequeno Favor ou O Poderoso Chefão com terninhos de grife

Certamente, Capri serve como o cenário ideal para um desfile de personagens extravagantes, insultos afiados e uma coleção impressionante de figurinos.
Blake Lively, mais uma vez, domina a tela com sua Emily enigmática, vestida com ternos que parecem versões de alta costura de uniformes prisionais.
Aliás, seu retorno é tratado com a pompa de uma vilã pop.
Isto é, de alguém que você teme, mas não consegue parar de assistir.
A presença de figuras como Sean, ex-marido de Emily, a mãe Margaret, a irreverente tia Linda e a matriarca mafiosa Portia só aumenta o caos.
Assim, todos têm algo a esconder, e todos poderiam ser vítimas ou assassinos.
Entre traições, piadas de gosto duvidoso e um jantar de ensaio que parece saído de uma mistura entre Quem Tem Medo de Virginia Woolf? e uma novela italiana, o filme brinca com o absurdo.
E se diverte com isso.
Luxo, mortes e roteiros duvidosos
Se existe algo que a sequência faz com maestria, é brincar com a própria história.
Desta maneira, Outro Pequeno Favor investe pesado no visual.
Vestidos de veludo, jantares à beira-mar, cenas em mansões italianas e explosões inesperadas transformam a trama em algo entre White Lotus e Entre Facas e Segredos, mas com menos lógica e mais caricatura.
As mortes surgem sem muito peso dramático, e as investigações são conduzidas por Stephanie, tudo isso narrado com toques de humor ácido e tiradas que ora soam espirituosas, ora forçadas.
Quando o exagero vira ruído

Apesar do primeiro ato encantar com sua estética meticulosamente exagerada e diálogos recheados de sarcasmo, o segundo começa a tropeçar ao tentar sustentar a tensão e a lógica interna da trama.
Assassinatos acontecem, suspeitas recaem de forma pouco convincente sobre Stephanie, e agentes do FBI aparecem de maneira conveniente demais.
Assim, o filme, que até então dançava entre o jogo Detetive e a sátira social com elegância, se entrega ao caos sem muito controle, diluindo o impacto emocional e narrativo do clímax.
Ainda assim, é inegável o carisma de suas protagonistas.
Kendrick e Lively continuam afiadas, divertidas e plenamente conscientes do tipo de filme que estão fazendo.
Aliás, é justamente essa cumplicidade entre elas e com o público que mantém o interesse mesmo quando o roteiro perde o rumo.
Outro Pequeno Favor é irresistível
O longa apresenta uma proposta irresistível. Porém, Outro Pequeno Favor o excesso de subtramas e o roteiro fragmentado deixa o filme aquém do esperado.
Apesar do roteiro abraçar o absurdo e uma estética que transforma até mesmo cenas de crime em editoriais de moda, a impressão que fica é se havia necessidade de uma sequência.
Outro Pequeno Favor talvez não tenha a precisão narrativa de seu antecessor, mas compensa com estilo, humor e personagens que sabem rir de si mesmos.
É um entretenimento que abraça o ridículo com convicção, com um pé no mistério e o outro na passarela.
O longa diverte, embora não seja nada coerente.
No fim, Outro Pequeno Fazer deixa em aberto a possibilidade de um terceiro capítulo.
E, se isso significar mais Anna Kendrick soltando sua veia cômica em figurinos glamourosos ao lado de uma Blake Lively deliciosamente enigmática, quem somos nós para dizer não?
E você, gostou do filme? Conte pra gente nos comentários!
Outro Pequeno Favor já está no catálogo da Prime Video.
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Nota da Miss TV:
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