Foto: Disney+/Divulgação
O quarto episódio de Demolidor: Renascido chegou ao Disney+ com tudo.
Ou seja, tivemos grandes revelações, conexões surpreendentes com o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) e, claro, o aguardado retorno de Jon Bernthal como o Justiceiro.
Mais do que apenas ação e confrontos, o episódio mergulha em dilemas emocionais profundos, conflitos internos e decisões que vão moldar o futuro da série.
Frank Castle está de volta!
Certamente, esse episódio de Demolidor: Renascido marcou um ponto de virada para a série, não apenas pelo aguardado retorno de Frank Castle, o Justiceiro, mas por reacender o conflito interno de Matt Murdock sobre o papel que deseja desempenhar em uma Nova York cada vez mais corrompida.

Assim, em meio a investigações, dilemas morais e uma tensão crescente, o episódio mostra que o passado está mais presente do que nunca na vida de seus personagens.
E a grande atração do episódio é a reaparição de Frank Castle, vivido mais uma vez por Jon Bernthal.
Esse encontro com Matt Murdock é tenso, cheio de ressentimentos e provocações.
Aliás Castle parece ainda mais brutal e instável, enquanto sua imagem, ou a distorção dela, já foi adotada por policiais corruptos que se sentem à vontade para agir como juízes e carrascos.
No entanto, a grande pergunta ainda fica no ar: seria o Justiceiro o responsável por matar o Tigre Branco?
Justiceiro: Vilão ou Vítima?
Embora as pistas apontassem para Frank Castle, a verdade mostrou-se mais complexa.
Assim, quando Matt encontra um estojo de bala com o símbolo do Justiceiro, ele parte em busca de respostas e reencontra um Frank marcado pela dor, mas tão impactante quanto nos tempos da Netflix.
O reencontro entre os dois é carregado de tensão e vulnerabilidade.
Desta maneira, fica nítido que Frank provoca Matt ao tocar na ferida ainda aberta da morte de Foggy, gerando um confronto físico que, na verdade, serve de catalisador para uma explosão emocional.
O Justiceiro nega ter sido o responsável pela morte de Hector Ayala, mostrando que nem tudo é o que parece ser em Nova York.
Ademais, Jon Bernthal entrega mais uma vez um desempenho visceral, provando que seu Justiceiro continua sendo uma das figuras mais fascinantes do MCU.
Um confronto necessário
Não podemos deixar de mencionar que a conversa entre os dois é um dos grandes destaques do episódio.
Assim, tal ato coloca frente a frente dois homens quebrados, que seguem caminhos diferentes, mas movidos por dores semelhantes.
Castle, com sua brutal sinceridade, obriga Murdock a encarar a própria hipocrisia e a refletir sobre o quanto ele mesmo está disposto a se afastar de sua bússola moral.
Uma cena impactante e muito importante para o rumo do Demolidor no MCU.
Demolidor: Renascido continua deixando seu legado
Paralelamente à trama principal, o episódio traz um caso pro bono em que Matt defende um homem em situação de rua acusado de furtar pipoca caramelizada.
Pode parecer um detalhe menor, mas esse arco se revela um dos momentos mais ricos do episódio, expondo com precisão como o sistema judicial penaliza desproporcionalmente os mais vulneráveis.
Assim, a história serve como metáfora afiada sobre um sistema legal que pune com força os mais fracos e protege os poderosos.
Ainda que Murdock consiga reduzir a pena de Leroy, o cliente o confronta com uma verdade dolorosa: a justiça que ele defende falha com os mais pobres.
Por fim, a crítica social é contundente, especialmente quando o roteiro evidencia que até mesmo Murdock, com todos os seus recursos, demora a perceber as armadilhas burocráticas que aprisionam os marginalizados.
Aliás é justamente esse contraste entre esse caso e o julgamento de Hector Ayala, mostrado no episódio anterior, que reforça como uma abordagem mais realista e pé no chão pode gerar narrativas mais impactantes.
O Rei do Crime nunca dorme
Enquanto Matt busca respostas e encara seus fantasmas, Wilson Fisk também tem seus próprios demônios à espreita. Agora prefeito de Nova York, ele continua manipulando tudo nos bastidores e esse episódio de Demolidor: Renascido aprofunda esse lado sombrio com maestria.

Nesse sentido, O Rei do Crime segue ampliando sua influência como prefeito de Nova York, mas o verniz institucional não esconde sua verdadeira natureza.
Mesmo participando de compromissos políticos e ensaiando uma reconciliação com sua esposa, Vanessa, fica claro que Fisk continua agindo nos bastidores com crueldade.
Assim, descobrimos que ele mantém Adam, amante de Vanessa, aprisionado e sendo torturado diariamente. O monstro ainda está lá, apenas escondido sob um terno bem cortado.
As Referências neste episódio de Demolidor: Renascido
Outro ponto alto do episódio é a introdução mais concreta de Angela Del Toro, sobrinha de Hector Ayala.
Sua indignação diante da morte do tio e sua conexão com o amuleto místico que lhe concede habilidades especiais indicam que ela está sendo preparada para assumir o manto do Tigre Branco, algo que, nos quadrinhos, já aconteceu.

Desta maneira, Angela surge como uma possível nova aliada de Murdock e pode se tornar uma peça importante na luta contra a escalada de violência e corrupção em Nova York.
Sua presença representa não apenas a continuidade de um legado, mas também a necessidade de novos heróis diante da ascensão do Rei do Crime.
Outro detalhe curioso que os fãs mais atentos não deixaram passar foi a menção aos Skrulls. Durante um caso jurídico aparentemente comum, o cliente de Matt sugere que o verdadeiro culpado pelo roubo poderia ser um Skrull disfarçado.
Aliás, a cena, além de divertida, reforça que os eventos de outras produções do MCU ainda reverberam no cotidiano desse universo compartilhado, mesmo que com doses de ironia.
Novas Ameaças à Espreita
Com uma construção de personagens sólida, diálogos afiados e atuações intensas, esse episódio mostra por que Demolidor: Renascido pode se tornar uma das melhores séries do MCU.
Apesar de a presença do Demolidor em si ainda ser limitada, algo que tem frustrado parte dos fãs, é evidente que estamos nos aproximando do retorno definitivo do vigilante mascarado.
A culpa, a raiva e os confrontos com Castle e Angela deixam Matt à beira de abandonar seu papel apenas como advogado e voltar às ruas.

Além disso, o episódio introduz brevemente Muse, um vilão obscuro e artisticamente macabro, que parece usar o sangue de suas vítimas como tinta.
A aparição ainda é tímida, mas serve como prenúncio de um conflito ainda mais sombrio pela frente.
Bom, de qualquer forma, a série da Disney+ vem mostrando todo o seu potencial.
Mesmo com seus tropeços, a série começa a mostrar que uma série sobre Matt Murdock pode funcionar mesmo sem o traje vermelho ou cenas de ação constantes.
E você? Está curtindo essa nova fase do Demolidor ou sente falta do herói em ação nos telhados de Nova York? Conta pra gente nos comentários e não se esqueça de seguir a Miss TV nas redes sociais para mais conteúdos como este!
Nota do Episódio:
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