Foto: Netflix/Divulgação
Após anos alimentando mistérios e teorias, Stranger Things avança decisivamente rumo ao seu desfecho.
Assim, no Volume 2 da quinta e última temporada, a série não apenas entrega respostas aguardadas pelo público, como também prepara um final que pode ser tudo, menos simples.
Em entrevista ao site Variety, Matt e Ross Duffer comentaram as principais revelações dos três últimos episódios, além das apostas emocionais que definem o encerramento da história.
“Depois de segurar essas cartas por tanto tempo, foi um alívio finalmente mostrar nossas mãos”, afirmou Matt Duffer ao explicar a decisão de revelar a verdadeira natureza do Upside Down.
⚠️ ALERTA DE SPOILERS ⚠️
Esta matéria contém spoilers da 5ª temporada, Volume 2, de Stranger Things, já disponível na Netflix.
Will Byers, Vecna e a força da aceitação
Certamente, um dos momentos mais impactantes do Volume 2 é a cena em que Will Byers finalmente se assume para Joyce, Jonathan e seus amigos.

O personagem revela não gostar de garotas e confessa que Vecna explorou seu maior medo: o de acabar sozinho por causa de quem ele é.
Ross Duffer explicou que eles queriam há muito tempo ter uma cena em que Will se assumisse homossexual.
“Percebemos que esse momento precisava acontecer na frente de todos, porque só assim o arco emocional dele faria sentido.”, declarou.
Segundo os criadores, a cena foi construída para refletir os medos reais do personagem.
“Não era sobre ele achar que seria rejeitado imediatamente, mas sobre o medo de que as pessoas simplesmente se afastassem com o tempo”, completou Ross.
Matt Duffer acrescenta que a forma como Will se expressa foi essencial para manter a identidade do personagem.
“Quando ele diz ‘eu não gosto de garotas’, é porque ele está mostrando que, no fundo, não há diferença entre ele e os amigos. Esse era exatamente o medo que ele carregava.”
Relações resolvidas antes do fim

Além de Will, outros arcos emocionais encontram resolução.
Logo, Nancy e Jonathan finalmente encaram suas diferenças e decidem seguir caminhos separados, apesar do amor que ainda existe entre eles.
“Eles se amam muito, mas sentimos que precisavam se deixar ir para crescer como indivíduos”, explicou Matt Duffer.
Já a tensão entre Dustin e Steve ganha novos contornos após a perda de Eddie.
“Dustin está com medo de se machucar de novo. Quando Steve entende isso, o vínculo entre eles se fortalece”, disse Ross.
Para os Duffers, essas resoluções eram fundamentais antes da batalha final.
“Se o grupo vai enfrentar esse mal definitivo, todos precisam estar na mesma página — emocionalmente e como equipe”, resumiu Ross.
Portanto, para os criadores, era essencial que todos entrassem na batalha final sem pendências internas. Só assim o grupo poderia enfrentar Vecna de igual para igual.
O Upside Down, o Abismo e a origem dos poderes

O Volume 2 desta temporada de Stranger Things também aprofunda a mitologia da série ao revelar que o Upside Down não é um mundo independente, mas uma ponte entre Hawkins e o Abismo.
Isto é, o espaço vermelho para onde Eleven enviou Henry quando criança.
“Quando Eleven fez contato remoto com o Abismo, a ponte se formou”, explica Dustin na série, consolidando a ideia de que foi assim que o Upside Down nasceu.
Matt Duffer confirmou que a Eleven criou o Upside Down, mesmo não sento culpa dela.
“Ela foi forçada a fazer isso.”
A entrevista também esclarece que os poderes das crianças do Laboratório Hawkins surgiram a partir do sangue de Henry, usado em experimentos militares durante a Guerra Fria.
“Não existe um antídoto mágico.Isso está no DNA da Eleven. É imutável”, afirma Matt.
Henry
Outro grande destaque é a expansão da história de Henry Creel.
Assim, o Volume 2 revela que seus poderes já existiam antes de Hawkins e que sua ligação com o Abismo precede tudo o que conhecemos.
Ademais, uma memória inacabada envolvendo uma misteriosa maleta — que será retomada no episódio final — promete esclarecer definitivamente como ele se tornou Vecna.
O dilema final de Eleven em Stranger Things

É justamente, aliás, essa herança genética que sustenta o maior conflito da reta final.
Mesmo que Vecna seja derrotado, Eleven continuará sendo alvo de governos e militares.
Por isso, Kali defende que a única saída seria destruir o Upside Down de uma vez por todas, enquanto Mike acredita que eles podem escolher outro caminho.
“Como pode haver um final feliz aqui?”, questiona Matt Duffer. “Essa é a pergunta que levamos até o episódio final.”
Independentemente da solução, uma coisa é certa: o episódio final será pura emoção!
“Mike representa a esperança. Kali, talvez, uma visão mais realista. A resposta está em qual dessas visões vai prevalecer,” completa Ross completa.
Episódio final
Inegavelmente, o episódio final deverá culminar na grande batalha contra o Vecna.
E, assim, já poderemos esperar muita tensão, emoção e momentos marcantes.
Marcado para ir ao ar no dia 31 de dezembro às 22h na Netflix, já podemos esperar um Réveillon a lá Stranger Things!
E para você: Stranger Things deve apostar em um final feliz ou em um encerramento mais amargo e coerente com tudo o que a série construiu até aqui?
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