A revista Variety lançou uma lista que promete se tornar referência no universo do horror: os 100 Melhores Filmes de Terror de Todos os Tempos.
Nesse sentido, a lista celebra as produções que ajudaram a definir — e reinventar — o gênero ao longo de mais de um século de história.
Clássicos Atemporais
A seleção percorre desde o expressionismo sombrio do início do cinema até as narrativas psicológicas contemporâneas, passando por monstros clássicos, bruxas, fantasmas, epidemias e até terrores mais sutis .
Isto é, aqueles que nascem dentro da mente humana.

Entre os destaques, estão produções consagradas como o thriller Suspiria (1977), Na solidão da Noite (1945) e Gremlins (1984), nas 99ª, 91ª e 62ª posições respectivamente.
Além deles, temos A Casa de Cera (1953, 80ª colocação) e Os Pássaros de Alfred Hitchcock (1963, 48º lugar).
Filmes de terror aclamados pela crítica

Produções como O Sexto Sentido (1999), A Bruxa (2015), Hereditário (2018) e Pânico (1996) apareceram na lista nas 68ª, 49ª, 36ª e 25ª posição.
Desta forma, esses filmes mostram que o terror moderno e a crítica positiva são bem vistos.
Além disso, títulos cruciais para o terror moderno e de ficção científica, como Alien, o 8.º Passageiro (11ª posição), A Bruxa de Blair (24º lugar) e O Silêncio dos Inocentes (13ª colocação) foram incluídos na lista da Variety.
Os títulos que definiram o medo no cinema
Certamente, o resultado da lista da Variety é uma mistura entre clássicos eternos e obras modernas que redefiniram o medo.
Ou seja, é um verdadeiro mapa do medo que atravessa quase um século de cinema.
O que une, assim, clássicos do horror gótico, experimentos psicológicos e obras modernas que reinventaram o gênero.
Variety e sua lista

Do 20º ao 4º lugar, encontramos uma mistura de terrores sobrenaturais, slasher e críticas sociais que mostram o quanto o gênero é versátil.
Entre eles, o recente Corra! (2017, 20ª colocação), de Jordan Peele, abriu novas portas para o horror contemporâneo ao usar o medo como ferramenta de reflexão racial.
Já os clássicos da Universal, como A Múmia (1932, 19ª posição) e Frankenstein (1931, em 8º lugar), seguem como símbolos eternos do cinema de monstros.
Obras-primas
Stanley Kubrick mergulhou na loucura com O Iluminado (1980), ganhando a 18ª colocação.
Enquanto que Hitchcock marcou o terror psicológico com Psicose (1960) e, assim, ficou no Top 3.
Filmes como Halloween: A Noite do Terror (1978), de John Carpenter, e A Noite dos Mortos-Vivos (1968), de George Romero, definiram o formato do terror moderno.
Logo, seja o slasher sangrento, seja o zumbi como metáfora social ficaram com 16ª e 6ª posição, respectivamente.
Filmes consagrados

Outros títulos, como O Bebê de Rosemary (1968, 5º lugar) e Inverno de Sangue em Veneza (1973, 15ª posição), exploram o horror da mente humana.
Ao passo que King Kong (1933, 12º lugar) e Alien: O Oitavo Passageiro (1979, 8º da lista) provam que o medo pode nascer tanto de criaturas mitológicas quanto das profundezas do espaço.
Fechando o top 20 estão filmes que ainda desafiam o público.
Nesse sentido, temos o polêmico Salò ou os 120 Dias de Sodoma (1975, 9ª posição), de Pasolini; o chocante Audition (1999, 7ª), de Takashi Miike; e o perturbador Nosferatu (1922, 14ª), que praticamente inventou o terror cinematográfico.
O Massacre da Serra Elétrica: o melhor filme de terror

Certamente, são os três primeiros colocados da lista que realmente definem o gênero.
Assim, essas obras que transcendem o medo para se tornarem ícones culturais foram eleitas as 3 melhores do gênero de terror pela revista Variety.
3º lugar – Psicose (1960)
Quando Alfred Hitchcock lançou Psicose, o cinema mudou para sempre.
Nesse sentido, o filme introduziu o público a Norman Bates, um homem aparentemente tímido que guarda um segredo aterrorizante no velho motel de beira de estrada.
A cena do chuveiro com Janet Leigh se tornou uma das mais famosas da história, e a trilha sonora de Bernard Herrmann ainda arrepia.
Portanto, Psicose é mais do que um filme de terror; é um estudo sobre culpa, repressão e insanidade.
2º lugar – O Exorcista (1973)
Poucos filmes impactaram tanto o público quanto O Exorcista.
Dirigido por William Friedkin e baseado no livro de William Peter Blatty, o longa acompanha a possessão da jovem Regan (Linda Blair) e a tentativa desesperada de dois padres para salvá-la.
Com efeitos práticos chocantes e uma aura de realismo assustador, o filme transcendeu o gênero e se tornou um fenômeno cultural.
Ademais, décadas depois, continua sendo o padrão pelo qual todo terror sobrenatural é medido.
1º lugar – O Massacre da Serra Elétrica (1974)
Em primeiro lugar, a Variety elegeu O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper, como o maior filme de terror de todos os tempos e com razão.
Gravado com orçamento mínimo e realismo quase documental, o filme acompanha um grupo de jovens que cai nas mãos de uma família de canibais no interior do Texas.
O resultado é uma experiência bruta, visceral e claustrofóbica que redefiniu o horror moderno.
Além disso, Leatherface, com sua motosserra e máscara de pele humana, tornou-se um dos vilões mais icônicos da cultura pop.
Sem recorrer a sustos fáceis ou efeitos excessivos, Hooper criou algo que parece real e, por isso mesmo, profundamente aterrorizante.
Conclusão
Do silêncio expressionista de Nosferatu ao grito social de Corra!, o terror evoluiu, mas sua essência permanece a mesma.
Isto é, nos confrontar com nossos maiores medos — sejam monstros, demônios ou a própria humanidade.
Cada filme é um marco, provando que o medo pode ser arte, crítica e entretenimento ao mesmo tempo.
Enfim, a lista da Variety é uma aula de história do cinema e um lembrete de que o horror, mais do que um gênero, é uma forma de enxergar o mundo.
E para você, qual é o melhor filme de terror?
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