Foto: Divulgação
Certamente, o iFood, gigante brasileira do setor de delivery de alimentos, é uma presença onipresente na vida de milhões de brasileiros.
Contudo, a questão de sua presença direta na Bolsa de Valores brasileira (B3) frequentemente gera dúvidas.
Venha com a gente entender essa situação!
Bolsa de Valores e iFood
A Bolsa de Valores brasileira, conhecida como B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), é o principal mercado de negociação de ações, títulos e outros ativos financeiros do país.
Localizada em São Paulo, ela conecta empresas que buscam captar recursos a investidores interessados em rentabilidade.
Além das ações, também são negociados na B3 contratos futuros, fundos imobiliários e moedas.
Vale ressaltar que a bolsa desempenha um papel essencial na economia.
O que ajuda a financiar o crescimento das empresas e reflete a confiança dos investidores no cenário econômico brasileiro.
Embora o iFood não seja uma empresa de capital aberto com ações negociadas diretamente na B3, sua controladora, a gigante europeia de tecnologia Prosus, está listando seus Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na bolsa brasileira.
O que, desta forma, abre um caminho indireto para investidores locais.
A Estrutura de Propriedade por Trás do iFood

Para entender a relação do iFood com a B3, é crucial compreender sua estrutura de propriedade.
Desde 2022, o iFood é 100% controlado pela Movile.
Isto é, uma empresa brasileira de tecnologia.
Por sua vez, a Movile é majoritariamente controlada pela Prosus, um conglomerado holandês de investimentos em tecnologia, que faz parte do grupo sul-africano Naspers.
Historicamente, houve discussões e especulações sobre um possível IPO (Oferta Pública Inicial) do iFood.
No entanto, em 2020, o presidente da Movile (na época, Patrick Hruby) indicou que a abertura de capital não estava nos planos imediatos da companhia.
Mais recentemente, em outubro de 2025, o diretor da Prosus para a América Latina, Diego Barreto, reiterou que a Prosus não tem intenção de abrir o capital de suas empresas (incluindo o iFood), pois não há demanda de capital nesse sentido.
Portanto, a estratégia da Prosus é focar no desenvolvimento e crescimento dos negócios em seu portfólio.
A Chegada da Prosus à B3 Através de BDRs

Vamos aos fatos!
Primeiramente, temos o fator que conecta o universo do iFood à B3.
É o caso da listagem dos BDRs da Prosus.
Assim, a partir desta segunda-feira (27 de outubro), a Prosus começará a negociar seus BDRs na B3 sob o ticker PRXB.
Mas o que é BRDs?
Os BDRs são valores mobiliários emitidos no Brasil que representam ações de empresas estrangeiras.
Na prática, eles permitem que investidores brasileiros comprem frações de ações de companhias listadas em bolsas internacionais sem a necessidade de abrir uma conta no exterior ou lidar com complexidades cambiais como o IOF.
Qual é a consequência disso para o iFood?
Essa decisão da Prosus visa atender à crescente demanda de investidores brasileiros que buscam acesso a empresas de tecnologia de grande porte com atuação relevante no mercado nacional.
É importante notar que cerca de um terço do faturamento global da Prosus provém da América Latina.
Assim, desse montante, impressionantes 70% são gerados no Brasil, onde o iFood é líder absoluto no segmento de delivery.
iFood: Implicações para Investidores e o Mercado

De fato, a listagem dos BDRs da Prosus na B3 tem várias implicações.
Ou seja, para o investidor brasileiro, significa uma nova porta de entrada para um portfólio diversificado de empresas de tecnologia globais, incluindo a que controla o iFood.
Anteriormente, a aquisição de ações da Prosus (negociadas na bolsa de Amsterdã) era mais complexa.
Agora, com os BDRs, o processo se torna mais acessível e com custos reduzidos.
Já oara o mercado brasileiro, a chegada de um player global como a Prosus à B3 via BDRs reforça a atratividade e a sofisticação do ambiente de investimentos local, oferecendo mais opções e diversificação para os portfólios.
Embora o iFood continue sendo uma empresa de capital fechado sob o guarda-chuva da Movile e Prosus, o sucesso de suas operações no Brasil é um fator relevante para o valor de mercado de sua controladora.
Que é estimado em bilhões de euros.
Conclusão
Apesar do iFood não ter suas ações negociadas diretamente na B3, a sua controladora (no caso, a Prosus) oferece aos investidores brasileiros a oportunidade de participar de seu ecossistema por meio dos BDRs.
Logo, essa movimentação reflete a importância estratégica do mercado brasileiro para a Prosus e para o iFood.
Quanto ao investidor local, é uma forma de diversificar sua carteira.
Além de ter exposição a uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, com uma forte presença em nosso dia a dia, mesmo que de forma indireta.
E você, acha que essa “invasão” do iFood na bolsa de valores impactará a mudança na economia do Brasil?
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Escrito por: Bruno Mierzwa
Bruno Mierzwa, 38, é especialista em uma coisa: entender o hype. Com um background em Letras e experiência no Google, ele sabe como transformar conteúdo em conversas.
Nascido em Osasco (SP), seu radar de tendências é calibrado por horas de imersão em filmes, séries, animes e games. É essa paixão que o permite criar estratégias que não apenas alcançam o público, mas que realmente se conectam com a comunidade.
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