Foto: Paramount/Divulgação
Baseado no best-seller de Colleen Hoover, Se Não Fosse Você chega aos cinemas com a missão de repetir o sucesso de É Assim que Acaba.
Isto é, conquistar tanto os fãs da autora quanto um novo público.
Estrelado por Allison Williams, Mckenna Grace, Mason Thames e Dave Franco, o filme tem tudo o que os fãs dos dramas românticos procuram.
E, ainda que tropece em alguns clichês, entrega um resultado envolvente e emocional.
Adaptação de Colleen Hoover revive o espírito dos romances dos anos 2000

De fato a adaptação de Hoover tem a difícil missão de equilibrar dor e leveza.
Assim como transformar um enredo marcado pela perda em uma história sobre amor, perdão e novas chances.
A trama começa com o passado de Morgan, que engravidou ainda na adolescência e precisou amadurecer às pressas.
Anos depois, já casada e mãe de Clara, ela tenta equilibrar os papéis de mulher, esposa e mãe, enquanto vê a filha se aproximar perigosamente do rebelde Miller Adams.
Isto é, um garoto gentil, mas de reputação duvidosa.
No entanto uma reviravolta trágica muda o rumo da família, fazendo com que segredos vêm à tona, testando o amor e a confiança entre as duas.
Amor, perda e segredos de família
Inegavelmente, a morte de Chris em um acidente de carro ao lado de Jenny (Willa Fitzgerald), irmã de Morgan e tia de Clara é o estopim para a história de Se Não Fosse Você.
Nesse sentido, o luto logo dá lugar à desconfiança: o casal acidentado tinha um relacionamento extraconjugal, segredo que abala completamente a família.
Enquanto Morgan tenta proteger a filha da verdade, Clara se afasta da mãe, mergulhada em culpa e raiva, acreditando ter contribuído para a tragédia.
Se Não Fosse Você: entre o drama e a estética

Embora a história tenha um potencial emocional evidente, Se Não Fosse Você acaba tropeçando em sua própria ambição comercial.
A produção dirigida por Josh Boone (A Culpa é das Estrelas) parece mais preocupada em ser visualmente agradável e acessível do que em mergulhar nas dores e complexidades que marcam o livro original.
Boone suaviza os traumas e polimentos da narrativa, criando uma atmosfera quase de “sessão da tarde”.
Isto é, bonita de se ver, mas distante da intensidade que a trama exigia.
Por outro lado, o cineasta conduz Se Não Fosse Você com o mesmo olhar sensível de A Culpa é das Estrelas, explorando o luto, a culpa e o perdão com honestidade.
A fotografia de Tim Orr e a trilha sonora assinada por Nathaniel Walcott ajudam a construir a atmosfera melancólica e esperançosa do longa, reforçando o tom agridoce da narrativa.
Um elenco carismático

Uma coisa é certa: o elenco é o grande trunfo do filme.
Allison Williams entrega uma atuação contida, mas poderosa, como uma mãe tentando equilibrar força e fragilidade.
Já Mckenna Grace confirma seu talento precoce, dominando a tela com intensidade e carisma.
Aliás a química entre ela e Mason Thames é o coração pulsante da história — leve, divertida e sincera, especialmente quando o filme abraça o tom de comédia romântica.
Por outro lado, o romance entre Morgan e Jonah (Dave Franco) não convence da mesma forma.
Falta naturalidade à relação, e as cenas de flashback com os mesmos atores envelhecidos digitalmente acabam destoando da proposta realista do restante do filme.
Porém, nada que impeça a história em si.
Uma adaptação agradável
Se Não Fosse Você é previsível, sim, mas isso não é necessariamente um defeito.
Boone entrega um filme consciente do gênero ao qual pertence, evocando o clima de clássicos como Diário de uma Paixão e Querido John, mas com uma pegada moderna voltada à geração Z.
É uma história sobre luto, mas também sobre recomeço; sobre o peso dos segredos, mas também sobre o poder do amor em curar feridas antigas.
Por fim, o longa se sai melhor quando abraça o humor e o romance jovem, encontrando frescor nas interações entre Clara, Miller e a espirituosa Lexie (Sam Morelos), responsável por alguns dos melhores momentos de leveza.
Mesmo com tropeços, é um filme que tem coração e, às vezes, isso basta.
Vale a pena assistir Se Não Fosse Você?
Se Não Fosse Você pode não reinventar o gênero, mas cumpre o que promete: emociona, diverte e deixa um gostinho agridoce de nostalgia.
Certamente o filme deve agradar aos fãs da autora e aos que buscam um drama leve, com reviravoltas sentimentais e belas atuações.
Contudo para quem esperava uma obra capaz de emocionar e provocar reflexões mais profundas, a sensação é de que algo essencial se perdeu entre o livro e a tela.
Em suma, Boone, Hoover e o elenco entregam uma obra feita sob medida para quem acredita que o amor, mesmo após a dor, ainda vale a pena ser vivido.
E você, acredita que é possível recomeçar depois de perder tudo?
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Se Não Fosse Você já está em cartaz nos principais cinemas do país!
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