Foto: Divulgação (Jacopo Salvi)
Abram os canais das apostas pois Frankenstein, de Guilherme del Toro vem com tudo para o Oscar 2026.
No último sábado (30 de agosto), o 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza testemunhou a estreia mundial de Frankenstein.
A aguardada adaptação de del Toro para o clássico de Mary Shelley levou o público da Sala Grande ao delírio.
Resultando numa ovação de pé de mais de 13 minutos e, assim, a mais longa da edição até agora.
Um épico sombrio e humano

O diretor vencedor do Oscar, visivelmente emocionado, dividiu lágrimas e abraços com os protagonistas Oscar Isaac e Jacob Elordi, que interpretam, respectivamente, Victor Frankenstein e a criatura trazida à vida.
Aliás, o momento culminou em um beijo afetuoso de Isaac em Elordi, em meio à comoção coletiva.
Na trama, Victor Frankenstein (Isaac) é um cientista brilhante, mas egocêntrico, que desafia os limites da natureza ao criar uma criatura monstruosa (Elordi).
O experimento, no entanto, leva ambos à ruína, num retrato de ambição, dor e humanidade.
Para del Toro, o projeto é o ápice de uma paixão de infância:
“O horror gótico se tornou minha igreja, e Boris Karloff meu messias. Acompanhei essa criatura desde criança, esperando o momento certo para recriar esse mundo”, declarou.
Apesar de abordar temas como poder, imperfeição e compreensão humana em tempos de opressão, o cineasta foi enfático: seu Frankenstein não é uma metáfora sobre inteligência artificial.
“Não tenho medo da inteligência artificial, tenho medo da estupidez natural”, disse em tom bem-humorado.
Reações da crítica de Frankenstein
Certamente, o novo filme de del Toro em parceria com a Netflix agradou boa parte da crítica internacional.
A recepção dos críticos foi diversa, indo de elogios empolgados a ressalvas quanto à narrativa.
O Deadline destacou a entrega de Elordi e o mergulho de Isaac na loucura de seu personagem.
“Del Toro transforma Frankenstein em um conto fascinante e atencioso sobre o que significa ser humano, e quem é realmente o monstro? Temos aspectos de ambos em nós.”, declarou.
Para o Guardian, que deu três estrelas, chamou o longa de “bombástico, mas assistível”, elogiando o visual marcante:
“O estilo visual é inconfundivelmente o de Del Toro — belo, intrincado e luxuoso, mas que às vezes sufoca a energia do horror.”
Outros veículos, como The Wrap e South China Morning Post, foram mais entusiasmados, chamando o longa de “trabalho titânico” e até de “a versão mais bonita e definitiva” da história de Shelley.
Por fim, a Variety mostrou suas reservas:
“Visualmente arrebatador, mas incapaz de corresponder às expectativas incrivelmente altas que cercavam o projeto.”
Estreia e expectativa de prêmios

Frankenstein chega aos cinemas dos Estados Unidos em 17 de outubro.
Quanto ao Brasil, o longa está previsto para 23 de outubro e será lançado mundialmente na Netflix em 7 de novembro.
Além de concorrer ao Leão de Ouro em Veneza, o filme já desponta como um dos principais candidatos ao Oscar 2026.
O elenco também conta com Mia Goth, Christoph Waltz, Felix Kammerer, Lars Mikkelsen, David Bradley, Charles Dance e Christian Convery, além da trilha assinada por Alexandre Desplat.
E você, acredita que Frankenstein de Guillermo del Toro será lembrado como uma das adaptações definitivas da obra de Mary Shelley?
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