O jornal The New York Times acaba de divulgar uma seleção especial com os 100 melhores filmes do século XXI.
A lista, aliás, foi organizada a partir do voto de mais de 500 profissionais da indústria cinematográfica ao redor do mundo.
O resultado não apenas revela o impacto de obras já consagradas, como também valoriza a diversidade cultural da produção global, incluindo o Brasil.
Como a Lista Foi Criada?
Para chegar a esse ranking tão abrangente, o jornal convidou mais de 500 profissionais influentes da indústria cinematográfica global, incluindo diretores, atores e especialistas.
Assim, nomes de peso como Guillermo del Toro (A Forma da Água), Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) e Pedro Almodóvar (Dor e Glória) participaram da votação, compartilhando suas escolhas pessoais.
Destaques da Lista

No topo da lista, aclamado como o melhor filme do século, está o vencedor do Oscar Parasita (2019), do diretor sul-coreano Bong Joon-ho.
Vale ressaltar que o longa fez história ao conquistar o Oscar de Melhor Filme, sendo o primeiro longa sul-coreano a alcançar esse feito.
Ademais, misturando crítica social e tensão dramática com humor afiado, a produção simboliza a potência do cinema internacional na era contemporânea.
A seleção também inclui obras de diretores como Christopher Nolan (A Origem, Oppenheimer), Paul Thomas Anderson (Sangue Negro, Trama Fantasma) e Sofia Coppola (Encontros e Desencontros).
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste), Spike Jonze (Ela, Adaptação), Denis Villeneuve (A Chegada) e Greta Gerwig (Lady Bird) completam a lista.
Por fim, não dá para negar que a seleção divulgada pelo New York Times equilibra blockbusters aclamados pela crítica e produções autorais de enorme sensibilidade.
É o caso de filmes como Moonlight, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo.
Brasil representado com força entre os 100 Melhores Filmes

Para os fãs do cinema nacional, uma excelente notícia.
O Brasil marca presença com Cidade de Deus (2003), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund.
O filme ocupa a 15ª colocação na lista e é o único título nacional citado.
Além da posição de destaque, o longa foi lembrado por votantes como o ator Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão) e o comediante Patton Oswalt.
Ambos elogiaram a força sensorial da narrativa e suas cenas marcantes.
“Você sente o calor, o suor, a pressão. É como estar dentro da história”, afirmou Ejiofor.
Vale lembrar que Cidade de Deus teve um grande reconhecimento internacional, recebendo quatro indicações ao Oscar em 2004, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Fotografia.
The New York Times e os 100 Melhores Filmes do Século XXI
Certamente, o ranking do New York Times valoriza tanto blockbusters quanto filmes independentes, passando por animações, thrillers, romances, documentários e produções experimentais.
Nesse sentido, a presença de Cidade de Deus entre os mais celebrados confirma o impacto global do cinema brasileiro e reforça a potência de narrativas locais no cenário internacional.
O cinema latino-americano também aparece além de Cidade de Deus, com destaque para E Sua Mãe Também, de Alfonso Cuarón, enquanto a animação japonesa A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki, figura entre os dez primeiros colocados.
Já o francês Amor à Flor da Pele, de Wong Kar-Wai, segue encantando gerações com sua estética e melancolia.
Top 20: os filmes mais votados
Representividade
Entre os destaques da lista do New York Times estão sete filmes dirigidos por mulheres, sinalizando um avanço – ainda que modesto – na representatividade feminina no cinema do século 21.
Em 19º lugar aparece Lady Bird – A Hora de Voar(2017), dirigido por Greta Gerwig, um coming-of-age sensível que marcou uma geração e consolidou a diretora como uma das vozes mais relevantes do cinema independente americano.
Logo em seguida, em 20º, está A Filha Perdida (2021), estreia na direção de Maggie Gyllenhaal, uma adaptação do romance de Elena Ferrante que mergulha com coragem nas contradições da maternidade.
Já na 21ª posição está Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola, que capturou com delicadeza e melancolia a solidão contemporânea.
Retrato de uma Jovem em Chamas (2019), da francesa Céline Sciamma, aparece em 28º lugar, sendo uma das obras mais reverenciadas do cinema recente por sua abordagem sensível e política sobre o desejo e a liberdade feminina.
O clássico Cléo das 5 às 7, de Agnès Varda, também integra a lista na 34ª posição. Embora lançado originalmente em 1962, o filme teve relançamento e redescoberta crítica no século 21, sendo reconhecido como uma obra precursora da perspectiva feminina no cinema moderno.
Em 51º lugar, O Piano, de Jane Campion, entra pelo mesmo motivo. Ou seja, lançado em 1993, mas redescoberto por novas gerações e amplamente influente na estética contemporânea.
Por fim, em 60º lugar, está Primeiro da Classe (2008), dirigido por Laurent Cantet com colaboração marcante da co-roteirista e educadora Françoise Begaudeau.
Aliás, o longa traz uma narrativa educacional com forte presença feminina na construção temática.
Além disso, a presença de títulos produzidos fora do eixo EUA-Europa — como Parasita, Cidade de Deus e A Viagem de Chihiro — reforça a abertura do público e da crítica para o cinema global.
E você, concorda com as escolhas do ranking? Quais filmes você incluiria na sua própria lista dos melhores do século?
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