O Festival de Cannes 2025 revelou uma safra de filmes intensos, autorais e com grandes chances de dominar as próximas premiações de cinema — do Oscar ao BAFTA.
Diretores consagrados, talentos emergentes e produções de diferentes partes do mundo marcaram presença com obras que vão além do tapete vermelho da Croisette.
Por isso e pensando na temporada de premiações, nós da Miss TV selecionamos 10 títulos que se destacaram por sua originalidade, performances marcantes e direção visionária.
Prepare-se para ouvir muito sobre esses filmes nos próximos meses!
It Was Just an Accident, de Jafar Panahi

Em seu primeiro longa desde que teve a proibição de filmar parcialmente suspensa no Irã, Panahi entrega um drama político com tons de suspense.
O longa acompanha cinco personagens que sequestram um homem com uma perna falsa que se parece com aquele que os torturou na prisão e arruinou suas vidas.
No entanto, como todos estavam com os olhos vendados durante o isolamento, nenhum deles pode tem certeza de que é a mesma pessoa.
It Was Just an Accident não só foi aclamado pela crítica, como venceu a principal premiação do Festival de Cannes, o Palma de Ouro.
Vele ressaltar que ano passado, o vencedor do Palma de Ouro 2024 foi Anora, do diretor Sean Baker e foi o grande vencedor do Oscar 2025.
Inegavelmente, Panahi é um mestre em extrair performances viscerais e sua presença em Cannes já é um indicativo de que o filme é digno de atenção para as categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Roteiro Original no Oscar 2026.
Sentimental Value, de Joachim Trier

O cineasta norueguês Joachim Trier, que já nos presenteou com obras como A Pior Pessoa do Mundo, entrega uma obra magnífica com Sentimental Value.
Aclamado no Festival de Cannes, o longa retrata o relacionamento conturbado entre um pai e suas duas filhas.
Aliás, o filme de Trier vem sendo considerado uma obra prima, além de já terem apostas rolando de que os atores principais serão indicados ao Oscar.
Embora Sentimental Value contenha piadas internas sobre a indústria, o roteiro está sendo elogiado por sua profundidade emocional ao retratar o vínculo entre as irmãs Nora e Agnes, e a relação agridoce entre pai e filha.
Portanto, podemos esperar muito burburinhos sobre o filme.
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

Representando o Brasil, o novo filme de Kleber é um thriller político ambientado nos anos 1970, com elementos de espionagem e crítica social.
Além disso, venceu dois prêmios na 78ª edição do Festival, colocando não só Kleber no meio dos nomes de melhores diretores como fez história ao Brasil por ter vencido como melhor ator para Wagner Moura.
Certamente, depois do sucesso de Ainda Estou Aqui, o Brasil tem direito e chances de sonhar com mais Oscar.
The Mastermind, de Kelly Reichardt

A diretora independente americana Kelly Reichardt é conhecida por seus filmes de ritmo cadenciado e profunda observação da vida.
Em The Mastermind, ela apresenta JB Mooney (Josh O’Connor), filho de um respeitado juiz (Bill Camp), que se encontra desempregado em pleno anos 70 e resolve se aventurar como ladrão de obras de arte.
“Com The Mastermind, Kelly Reichardt revisita o género das curtas-metragens policiais dos anos 70″,revelou Thierry Frémaux, delegado geral do Festival de Cannes.
Certamente, Reichardt parece ser uma queridinha do circuito de cinema independente dos Estados Unidos. Por isso, poderemos ouvir muito da cineasta nas premiações.
Além disso, Josh O’Connor vem se destacando no cinema e pode 2026 ser o ano dele.
The History of Sound, de Oliver Hermanus
Falando sobre Josh O’Connor, ele também aparece no longa de Oliver Hermanus.
Sua atuação, aliás, foi amplamente elogiada.
Ao lado de Paul Mescal, o ator rouba a cena nesse filme intimista sobre como dois homens que se apaixonam durante a Primeira Guerra Mundial.
Assim, enquanto viajam pelas paisagens rurais da Nova Inglaterra e catalogam as músicas folk da época, os dois se apaixonam.
The History of Sound é adaptado de um conto de Ben Shattuck e foi elogiado no Festival de Cannes deste ano.
Highest 2 Lowest, de Spike Lee

Spike Lee retorna às premiações com remake de Céu e Inferno, de Akira Kurosawa.
Estrelado por Denzel Washington, o longa foi muito elogiado em Cannes.
A quinta parceria entre Washington e Lee, conta a história de de um magnata da música (Washington), conhecido como tendo os “melhores ouvidos do ramo”, que será alvo de um plano de resgate que o deixará preso em um dilema moral de vida ou morte.
Certamente, o filme equilibra bem o drama moral clássico com uma colagem idiossincrática de temas que Lee carrega no coração.
Ademais, alguém duvida que teremos esses dois ícones de Hollywood se destacando na temporada de premiações?
Renoir, de Chie Hayakawa

A cineasta japonesa Chie Hayakawa, que chamou a atenção com Plan 75, retorna à temporada de premiações com um longa que deverá ser a grande aposta do Japão no Oscar 2026.
Renoir é um drama sobre amadurecimento ambientado durante a bolha econômica japonesa do final dos anos 1980.
Além disso, o filme acompanha Fuki, uma menina de 11 anos peculiar e sensível enfrentando um verão desafiador enquanto lida com um pai com doença terminal e uma mãe trabalhadora e estressada.
Die, My Love, de Lynne Ramsay

Jennifer Lawrence é o grande nome por trás de Die, My Love.
O longa dirigido por Lynne Ramsay entrega um filme impactante, com atuação visceral e uma direção que explora o horror psicológico.
E em Cannes todo mundo só falou dela: Jennifer Lawrence.
Então podemos ver um longo caminho para o retorno da atriz na temporada de premiações. E, quem sabe, ganhar a sua segunda estatueta dourada como Melhor Atriz!
Contando com Martin Scorsese (Os Infiltrados) entre os produtores e baseado no romance homônimo de Ariana Harwicz, a trama de Die, My Love segue uma mulher (Lawrence) que está enfrentando a psicose pós-parto, enquanto lida com complexidades envolvendo seu marido (Robert Pattinson).
Sirat, de Óliver Laxe
O diretor francês Óliver Laxe chegou pela quarta vez em Cannes com um longa poderoso.
Filmado entre o Marrocos e o deserto do Saara, o novo trabalho de Laxe acompanha Luís, um espanhol que vai para o Marrocos junto do filho pré-adolescente, Estéban, atrás da filha já adulta, que desapareceu sem dar notícias.
A procura pela filha é o fio condutor de Sirat que foi chamado pela crítica de único, excêntrico e muito ousado.
Com diálogos mínimos e uma fotografia deslumbrante, o filme tem tudo para se destacar nos prêmios técnicos.
The Little Sister, de Hafsia Herzi
Por último, temos esse drama
Dirigido e roteirizado por Hafsia Herzi, The Little Sister adapta para o cinema o romance de autoficção The Last One, de Fatima Daas.
Assim, com a sensibilidade de quem compreende as contradições íntimas da experiência de pertencimento em contextos de diáspora, o longa mergulha na formação emocional e sexual de Fátima, uma jovem franco-argelina em transição para a vida adulta.
Além da estrutura de seu arco narrativo na tensão entre identidade e lealdade familiar.
A atuação principal de Nadia Melliti chamou muita atenção da crítica, que levou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes.
Portanto, podemos esperar muita notícia envolvendo a atriz que acaba de se destacar na temporada de premiações.
Com tantos filmes potentes e temas diversos, a temporada de premiações 2025/2026 promete ser tão diversa quanto impactante.
Qual desses títulos você mais quer assistir? Conta pra gente nos comentários!
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