Foto: Divulgação
O cinema brasileiro brilhou mais uma vez no Festival de Cannes com O Agente Secreto.
O novo longa de Kleber Mendonça Filho, teve sua aguardada estreia neste domingo (18 de maio), arrancando aplausos por longos 15 minutos da plateia francesa.
Além disso, recebeu elogios entusiasmados da crítica internacional.
O Agente Secreto reafirma o prestígio do cinema brasileiro

A produção, que marca o retorno do diretor ao universo da ficção, disputa a Palma de Ouro ao lado de obras de cineastas consagrados como Ari Aster, Joachim Trier, Julia Ducournau, Richard Linklater e Wes Anderson.
Ambientado no Recife de 1977, O Agente Secreto acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor de tecnologia que tenta escapar de um passado misterioso ao se mudar de São Paulo para a capital pernambucana.
No entanto, em meio às festividades do Carnaval, ele descobre que a cidade está longe de ser um refúgio.
Assim, perseguido por forças ocultas, Marcelo se vê envolvido em um jogo de espionagem e repressão que reflete o clima sufocante da ditadura militar brasileira.
Wagner Moura lidera elenco de peso
Além de Moura, o elenco conta com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, João Vitor Silva, Isabél Zuaa e o alemão Udo Kier.
A atriz Aerrula Guedes também ganha destaque no papel de Claudia, vizinha de Marcelo e figura-chave na narrativa.
Por fim, o longa, filmado em Recife e São Paulo, mergulha o espectador em um cenário opressivo, onde cada gesto pode ser interpretado como subversivo.
O Agente Secreto em Cannes 2025

Em sua chegada ao tapete vermelho do Palais des Festivals, a equipe do filme fez questão de levar um pouco do Brasil para a Croisette.
Assim, ao som de O Que Será, de Chico Buarque e Milton Nascimento, e acompanhada por um bloco de frevo, a comitiva encantou os presentes.
Nomes como Alice Braga, Camila Pitanga, Bárbara Paz e a ministra Margareth Menezes marcaram presença na estreia.
Além disso, a crítica internacional recebeu o filme com entusiasmo.
A Variety destacou o contraste entre a estética vintage e a sensibilidade moderna do diretor, enquanto a Screen Daily apontou a mistura entre o sangue quente de Bacurau e a reflexão de Retratos Fantasmas.
Para a The Playlist, trata-se da obra-prima de Kleber Mendonça Filho.
Já o crítico espanhol Jairo Jimenez definiu o longa como uma “obra de arte” e elogiou a atuação de Wagner Moura, que “domina cada cena com maestria”.
Será que teremos outro filme brasileiro no Oscar?
O Agente Secreto também reforça a relação duradoura de Mendonça Filho com o Festival de Cannes.
Sua história com o evento começou em 1999, ainda como crítico.
Desde então, retornou diversas vezes, com destaque para Aquarius e Bacurau, este último vencedor do Prêmio do Júri em 2019.
Segundo a crítica Fabiana Lima, da Abraccine, a seleção de filmes para o festival privilegia diretores com trajetória consolidada, e o envolvimento em programas como a Residência de Cannes pode ser decisivo para abrir portas.
Mais do que um thriller político, o novo longa de Kleber é uma homenagem à memória coletiva do Brasil, especialmente da cidade do Recife, cenário recorrente em sua filmografia.
Através do olhar de Marcelo, o filme retrata como indivíduos resistem, se moldam ou se perdem em tempos de opressão.
Como observou a IndieWire, a ficção criada por Mendonça Filho revela verdades profundas, muitas vezes silenciadas pela História oficial.
E você, o que achou do impacto de O Agente Secreto em Cannes? Acha que o filme tem chances reais de conquistar a Palma de Ouro?
Será que teremos outra indicação ao Oscar?
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