Foto: Getty Images
O Festival de Cannes 2025 começou com força total, e uma das estreias mais comentadas até agora é Eddington.
O novo trabalho do aclamado diretor Ari Aster (Midsommar, Hereditário) teve sua primeira exibição oficial nesta sexta-feira (16 de maio).
Causando burburinho na Croisette, tanto pelo elenco estelar quanto pelo conteúdo provocador, o longa está na competição oficial pela cobiçada Palma de Ouro.
Emma Stone rouba a cena no tapete vermelho

Estrelado por Joaquin Phoenix, Emma Stone e Pedro Pascal, Eddington atraiu todos os holofotes para o tapete vermelho do evento.
Aliás, foi justamente Emma Stone roubou a cena no tapete vermelho ao brincar com colegas, fazer caretas e até reagir a um inseto voador, o que rapidamente viralizou nas redes sociais.
Estavam presentes também nomes como Austin Butler, Luke Grimes, Michael Ward e Angelina Jolie, além de Natalie Portman, que prestigiou a sessão.
Eddington: Um faroeste pandêmico e político
Ambientado em uma cidade fictícia do Novo México, Eddington começa como um western moderno, mas logo revela suas camadas de sátira e crítica social.
Assim, a história acompanha o xerife Joe Cross (Phoenix), um homem relutante em aceitar as transformações trazidas pela pandemia e pelas revoltas sociais de 2020.
Entre a negação do vírus, tensões raciais e desinformação conspiratória, a trama constrói um retrato sombrio e caótico da América contemporânea.
Aliás, é o impasse entre o xerife e o prefeito Ted Garcia (Pedro Pascal) em uma pequena e isolada cidade do Novo México que movimenta toda a trama do longa.
No meio disso tudo, Louise (Emma Stone), esposa de Joe, lida com um colapso emocional, agravado pela presença da sogra Dawn (Deirdre O’Connell), uma adepta fervorosa de teorias da conspiração.
Filme de Ari Aster agitou o Festival de Cannes 2025

Visto que o filme transita entre o drama psicológico, a sátira política e o western sombrio, usando o isolamento e o medo como lentes para observar uma América fraturada, sua estreia na 78ª edição do Festival de Cannes foi bastante comentada.
Ari Aster, conhecido por seu estilo visceral e por explorar traumas coletivos e íntimos, entrega aqui uma obra menos centrada no horror tradicional e mais voltada para um terror sociopolítico.
Ou seja, o diretor aposta num medo silencioso e impregnado em cada decisão pública.
Assim, Eddington não poupa críticas nem sutilezas: a América que ele retrata é confusa, hostil, desconectada e à beira de um colapso moral.
A trilha sonora de Daniel Pemberton e a direção de fotografia ajudam a compor a atmosfera de delírio coletivo que o longa propõe.
Por fim, pode não ser um filme para todos, mas é impossível sair ileso da experiência.
Eddington nasceu para brilhar em Cannes
Com um total de 19 títulos disputando a Palma de Ouro neste ano, Eddington desponta como um dos fortes candidatos à premiação.
Especialmente por seu olhar crítico e atual sobre um mundo ainda às voltas com as consequências da pandemia.
Joaquin Phoenix mais uma vez entrega uma atuação desconcertante e hipnotizante, e Pedro Pascal segura bem o equilíbrio entre carisma e tensão.
Emma Stone, embora com menos espaço, imprime vulnerabilidade à sua personagem.
Além de Eddington, outros filmes — incluindo o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho —agitam o Festival de Cannes, que vai até o dia 24 de maio.
E você acredita que Eddington pode levar a Palma de Ouro?
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